quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Roteiro

Por Equipa do DTS



O pássado dia 4 de Agosto, o DTS (Desperta do teu sono) organizou um roteiro pelas terras querquernas. Visitamos o Mosterio de Cela Nova e falamos de São Rosendo assim como a pequena capela, talvez mal denominada de moçárabe de São Miguel onde visualizamos uma herança artística derivada em linha direta da arte céltica e megalítica.
Posteriormente fomos ao Castro de Koeliobriga, mas conhecido por Castro Mau onde lembramos a origem do nosso passado étnico. Fomos a Bande, onde comimos, mais concretamente no Alto de Vieiro, lugar onde está um pequeno parque das merendas com uma fonte natural saída do meio duma velha árvore morta.
Nesse Concelho visitamos Santa Comba de Bande, discutida obra monumental cuja origem visigoda tem muita contestação por visualizarmos um passado mais antigo...talvez suevo...mas igualmente  poderiamos ubicá-la no final do Império Romano, nas primeiras épocas do cristianismo galaico.
No mesmo Bande chegamos a Aquis Querquernis, acampamento romano que nos indicava o lugar onde as tropas galaicas treinavam para servir ao Império e lugar ubicado na mesma linha de trânsito da Via Romana XVIII. Ali mesmo, um Centro de Interpretação criado há poucos anos nos deu conhecimento de como se construiu a dita Via e mesmo o acampamento.
Deixamos Bande para irmos a Lóvios onde topamos com a Vila Romana de Aquis Originis. Pousada situada igualmente na mesma linha de trânsito da Via Romana XVIII que unia em tempos as cidades galaicas de Braga (Brácara Augusta...ou melhor Lana Brakara) com Astúrica Augusta (ou Lana Asturika) hoje conhecida com o nome de Astorga. Nessa Vila pudemos visualizar os engenhos que naquela altura eram capazes de construir antigos arquitetos já perdidos na memória e na noite dos tempos.
Seguimos a Via Romana até o lugar dos Miliários pouco antes da fronteira da Mata da Albergaria onde uma floresta de beleza sem igual nos dava ideia de como era a Galiza anterior ao desastre ecológico exercido pelo ser humano durante o século passado. Ao final, a Vila atualmente portuguesa do Gerês. Ali assentamos, descansamos, acabamos e desfrutamos. O próximo será um roteiro bracarense que temos no horizonte. Contaremos-vos a nova aventura.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O cômputo das Têmporas.

Por José Manuel Barbosa  
Carxs, vamos fazer um pequeno experimento, ainda que só seja por curiosidade. Vamos levar cômputo das têmporas.
Que são as têmporas?
É uma fórmula ancestral do Norte da Península Hespérica -portanto presumivelmente céltico- de conhecimento da climatologia baseando-se em datas determinadas. O tempo climatológico calcula-se por meses e estes vêm dados por três dias da estação anterior à que se calcula. Esses dias sempre se correspondem com o primeiro mês da estação a computar, determinado pela quarta, o segundo mês, determinado pela sexta, e o terceiro mês, determinado pelo sábado.

Que dias concretos são esses?
Para a primavera calculam-se a segunda semana de Quaresma. Quer dizer, a segunda semana depois da quarta-feira de cinza.
Para o verão calcula-se a segunda semana depois do Pentecoste.
Para o outono a semana seguinte à exaltação da Santa Cruz que é o dia 14 de setembro.
Para o inverno, calcula-se a semana seguinte à Santa Luzia que é o 13 de dezembro.
O facto de ter referências cristãs só é pela assimilação do cristianismo de datas anteriores. Quais eram estas não sabemos, mas calculamos que podem vir do neolítico que era quando os new age da época, quer dizer, os que mudaram de sistema político-económico de caçador-coletor para o novo baseado na agricultura, no sedentarismo e no conhecimento do cômputo temporal e climático para melhor controlar os cultivos e as colheitas. Essas datas poderiam ter a ver com fenómenos cósmicos ou astronómicos desconhecidos totalmente para os cientistas de hoje, quer os historiadores quer os astrónomos ou meteorologistas. O desconhecimento destas cousas não significa que não sejam reais. Simplesmente não são científicos mas a ciência habitualmente tem uns limites para além dos quais há realidade. Assim o que antes não era científico, hoje sim é...e consequentemente o que hoje não é, amanhã pode ser.
Proponho um simples experimento. Façamos todos e todas em conjunto a comprovação que nos pode dizer se isso é certo ou não. Vamos controlar que tipo de clima faz os dias que indicados e depois comprovemos se os meses correspondentes obedecem a essa pauta.
Comecemos:
Os primeiros dias a calcular são aqueles que nos indiquem como vão ser os meses de outono, e esses dias se correspondem com a quarta-feira, a sexta-feira e o sábado da semana seguinte à celebração católica da exaltação da Santa Cruz -14 de setembro-, quer dizer, os dias 19, 21 e 22 de setembro. Temos que comprovar se esse dia faz sol ou nuvens, se chove, se faz calor ou faz frio, se o vento é do sul ou do norte....Isso poderemos vê-lo “in situ” simplesmente com sairmos à rua, ou bem assegurarmos a informação entrando em qualquer web sobre metereologia que nos informe sobre o clima da cidade desde a que observemos. Evidentemente o clima não vai ser igual em Ourense, onde eu escrevo, em Faro do Algarve ou em Santos do Brasil). 
Observaremos primeiro a climatologia do dia 19 de setembro que se vai corresponder com a climatologia do primeiro mês do outono, quer dizer, do 22 de setembro até o 22 de Outubro.
Depois, observaremos o dia 21 de setembro que se vai corresponder com o segundo mês do outono, do 22 de Outubro ao 21-22 de novembro aproximadamente.
Finalmente observaremos o sábado dia 22 de setembro que se corresponde com o terceiro mês do outono, do 21-22 de novembro até o 21 de dezembro, data do solstício de inverno.

As têmporas do inverno correspondem-se com os dias 19, 21 e 22 de dezembro.
As têmporas da primavera são os dias 19, 21 e 22 de fevereiro...já de 2013
e as têmporas do verão são os dias 22, 24 e 25 de maio também de 2013
Será igual com a mudança climântica? Tem algo a ver com o dia da marmóta, celebração de origem irlandês? Eu não sei. Nem sei se funciona, mas por comprovar...
Admitem-se comentários de todo tipo.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Um debate vivo: (Segunda Parte).


Por José Manuel Barbosa.

Extensão da Língua

Toda a argumentação da identidade entre as falas galegas e portuguesas é mantida hoje pelo reintegracionismo e pela gente que é consciente da realidade linguística galego-luso-afro-brasileira. Para além desta circunstância, os clássicos galeguistas acrescentavam mais outro também presente a dia de hoje. Este é o facto de falarmos uma língua com um grande número de utentes constituindo o segundo idioma de base latina (1) em importância ao qual nada lhe tem de invejar, com mais falantes do que outros sistemas linguísticas que são considerados habitualmente como cultos como o alemão, o francês, o italiano, o russo, o árabe....

Do nosso idioma que nos abre magnánimo e fecunda as portas dos corazós de moitos millós d’almas que s’espresan no portugués irmán... 
António Vilar Ponte. A Nosa Terra nº 56. Pág. 1

O galaico-portugués falanno mais de 30 milons de ialmas entre Europa, África e América...
António Vilar Ponte. A Nosa Terra nº 120. Pág 4-5

...el gallego, casi idéntico al portugués, nos abre todas las de habla portuguesa, tan extendida por el mundo. 
Vicente Risco. Teoría Nacionalista. Obra completa. Edição de Francisco J. Bobillo. Ed. Arealonga. Akal Editor. Pag. 181

Si o nosso é un idioma vivo que empregan 30.000.000 d’homes entre portugueses, brasileiros e galegos...
Lugris Freire. A Nosa Terra nª 10. Pag. 3

En Galicia falase moito mais galego que castelán, e unha lingoa que non é mais que unha simples derivación da nosa, a portuguesa, impera nos millós de habitantes do Brasil, nas posesións portuguesas de África e Ásia. De certo siñores nemigos do noso idioma, non teñen tanta extensión o rumano, nen as línguas dos países escandinavos, nin’a de moitas outras nazóns. ¿Emporiso ocurririaselles prescindiren das suas por mor d’esa circunstancia? 
W. Fernández Florez. A doce fala. A Nosa Terra. nº 124. Pag.2

Porque tengo que recordaros, Sres diputados, que el Galaico-Portugués es hablado por unos 40 millones de personas.
Castelao. Discurso nas cortes españolas. Diario de sessões. 18-9-31

...(a nossa língua) fálana e cultivana mais de sesenta millóns de seres que, hoxe por hoxe, ainda vivem fora do imperialismo hespañol.
Castelao. Sempre em Galiza. Ed. Arealonga. Akal Ed. 2ª Edição. 1977

Universalismo

A dia de hoje podemos observar como os poderes anti-galegos, ocultos num aparente galeguismo (será que algum valor deve ter esse conceito) aproveitam o desconhecimento da gente do comum para lhes oferecerem uma Galiza mínima, pequena, regional, local ou despetivamente rural, assim como o facto de terem um idioma que nem idioma é ainda que se lhe chame assim. O galego seria uma forma mal falada de castelhano, ou um bable regional que nada de útil pode ter. Educa-se às crianças na ideia de que essas falas “brutas” acabam na fronteira minhota ou a raia seca, coincidindo com as fronteiras políticas existentes desde sempre. Não se diz que um dia foram ideadas por uma imposição política. Esse idioma, para usar na casa mas não no mundo, só serve para consumo dos que gostam do tipismo folclórico, da literatura intimista, para apresentar-se como uma atividade culturalista de feakies regionalistas e radicais marginais ou para incomodar à gente com imposições que não querem nem os mesmos utentes dessa língua. Para andar pelo mundo já está o castelhano com todo o seu brilho e prestígio.
No entanto, o galeguismo, como todo nacionalismo, quer fazer evidente o espírito da nação, prestigiá-lo perante uma situação de falta de auto-estima com o fim de que seja respeitado no exterior e valorizado no seu justo ponto no interior por gente que não conhece a realidade nacional que a identifica. Igualmente essa reafirmação nacional quer ser vista como uma achega ao resto da humanidade para progresso desta, por isso a necessidade de tingir o amor à própria nação do que os clássicos galeguistas denominavam de “Universalismo” contrariamente ao localismo dos anti-galegos.

Galiza e Portugal estreitadas ao fin, supoñerian unha expansión cultural de idioma diferente ao castelán, tan extensiva cuase como a diste na península e camiño de rivalizar tamén na América, no baluarte do Brasil.
António Vilar Ponte. Pensamente e Sementeira. Op. Cit. Pag. 213

Santo idioma, idioma inmortal, polo que a nobre Lusitania nos tende os seus brazos hirmáns dicindonos que para él inda pode haber unha nova hexemonia novecentista! Que tanto galego-portugués, o castelán e o inglés son tres idiomas chamadoa loitar por superar no Novo Mundo. E virá un forte pangaleguismo traguendo a lus para a caduca Iberia.
António Vilar Ponte. A Nosa Terra. nº 60
O portugués é un fillo do galego e entre os dous non hai capitalmente que diferenzas fonéticas que non son tan grandes quizais como as que existen entre o andaluz e o castelán. Si nosoutros empregamos a ortografia histórica galaico-portuguesa teremos salvado a dificultade que separa ambas as duas língoas e daremos ao galego un carácter mais universal, facendoo accesible ao maior número de homes.
Foi um mal da literatura galega aislarse mediante a sua ortografia. Escrita com ortografia portuguesa houbera corrido mais facilmente o mundo e isto teria influido no vitalidade do noso idioma e do noso pobo, pois ambos van intimamente unidos.
Johan V. Viqueira. Pol-a reforma ortográfica. A Nosa Terra, nº43. Pág. 1
Galicia como grupo étnico, tem dereito a diñificar a língua que o seu próprio xenio criou, porque é unha língua capaz de ser vehículo de cultura universal, porque lle sirve para comunicar cos povos de fala portuguesa.
Castelao. Sempre en Galiza. Op Cit. Pag. 108

Quen son os que tratan d’arredarse do resto do mundo, nosco –os galeguistas- que falando o noso idioma conquerimos entendernos com portugueses, brasileiros ou vosco –os desleigados- que por poñer todal-as forzas na defensa do castelán, creendoo supremo hacedor, tedes que sere eistraños antre aquelas xentes, co-as que nosco, sin ningún sacrificio, faguemos entendernos?
Xosé Ares Miramontes. O galego é de moito proveito. A Nosa Terra. nº 72. Pág. 3

Dispois de todo a língua nosa é a portuguesa –un, galego modernizado, outra, portugués antigo- xa casi comparte a hexemonia no mundo de civilización latina c’o castelán e acabará por compatilo por inteiro.
(autor desconhecido. Pensa-se que pode ser V. Risco) Portugal e Galicia. Unha festa dina de Lembranza. A Nosa Terra, nº 58. Pág. 4

A grande maioria dos galeguistas seguiam princípios teóricos reintegracionistas porque era o que lhes parecia lógico e coerente. Os estudos linguísticos de anos posteriores reafirmaram a unidade linguística galego-portuguesa, reafirmaram a bondade para as falas galegas de possuirmos um grande número de falantes no mundo e a facilidade de chegarmos a uma situação universalista da nossa cultura graças à nossa criação mais importante. Só uma situação de desconhecimento destas realidades e das vantagens que elas têm é que fazem aos que se dizem galeguistas ou nacionalistas de seguidores dum galego isolado e afastado do resto do diassistema, embora seja conhecido com outro nome diferente ao que lhe deu origem. Já não galego, mas português.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Há parentesco etimológico entre Caurel, Quiroga e Carioca?

 

Por José Manuel Barbosa

A região ou comarca do Caurel está na parte mais oriental da atual Galiza, mas para podermos trabalhar uma etimologia teríamos que visualizar um mapa da velha Gallaecia ou mesmo da Kalláikia pré-romana. Aqui o Caurel fica, já não na parte mais oriental, mas na parte mais ocidental da Astúria histórica. Lembremos que o professor Higino Martins Estêvez procura à sua vez uma origem etimológica da palavra “Astúria” e deduz que significa “os do Leste”, “os do nascente”. Seria pois, o Caurel, a região mais ocidental da Astúria segundo os conceitos geográficos de época romana medidos desde a capital dos astures, Astúrica Augusta, atual Astorga que com facilidade podemos considerar ponto de referência. Lembremos que ao Norte astur ficariam os Bessicoi ou Péssicos entre o Návia e a atual Mieres aproximadamente, o qual já não poderia definir a este povo como do NW, mas nitidamente nortenho em relação à capital. O argumento vem reafirmado por serem os Álbiones da região eu-naviega pertencentes ao Oináikos Ártabron (Conventus Lucensis) e não ao Oináikos Ásturon (Conventus Asturicensis) apesar de ficar ao noroeste do centro astur.

Seguimos ao Professor Martins Estêvez que procura a etimologia da palavra “Caurel” na palavra latina Caurelli, genitivo de Caurellus, que à sua vez é um diminutivo da palavra Caurus. Esta palavra designa-nos o nome dum dos Ventos mitológicos greco-latinos. Assim seriam os principais: Bóreas (Gr). ou Aquilon (Lat.) o vento do Norte; Notos (Gr.) ou Austro (Lat) vento do Sul; Euros(Gr.) ou Vulturno (Lat.) o vento do Leste e Zéfiros (Gr.) ou Favónio (Lat.) o vento do Oeste. Seriam os ventos menores reconhecidos com o nome de Kaekias (Gr.) ou Caecius o vento do nordeste, Apeliotes (Gr.) ou Argestes (Lat.) o vento do sudeste; Libis (Gr.) ou Áfricus (Lat.) o vento do sudoeste e Skirion (Gr.) ou Caurus (Lat.) o vento do noroeste.

Esse  vento Caurus, o do noroeste, seria para os asturicaugustanos o proveniente da região caureliana da que estamos a falar.

Vamos profundar mais reparando no nome da Vila mais importante do Caurel:

A cidade principal da Comarca do Caurel chama-se Quiroga. Nome que designa uma planta que também recebe o nome de Queiró(s), Queiroa, Queiruga ou Queiroga na nossa língua...Queirua em asturiano ocidental.

O Priberam define-a como “Urze do mato” e “Flor dessa urze”. Para o Estraviz é uma “Planta da família das ericáceas, espontânea nos montes galegos” tendo como variantes a Queiruga de Cruz (Calluna Vulgaris), a Queiruga de três folhas (Erica Cinerea), a Queiruga de Umbela (Erica Umbellata) e a Queiruga Veluda (Erica Ciliaris).

Ocorre-se-nos que esse fito-topónimo pode ser a origem da atual vila caurelesa, como fito-topónimos são também Camarinhas, Carvalho, Souto, Aveleira, Azevedo, etc... e pensamos que poderia haver uma conexão entre o nome da comarca, o nome da vila de Quiroga, da planta e ainda dum conhecido gentílico brasileiro que é “Carioca”.

No que diz respeito do termo “Carioca”, tenhamos em conta o primeiro livro europeu que recolhe uma divisão territorial e administrativa: O  "Parochiale Suevum", também chamado “Divisio Theodomiri”, elaborado na segunda metade do século VI e dentro do contexto do Gallaeciense Regnum governado pela monarquia sueva. Aqui aparece o nome de “Carioca” como topónimo de uma paróquia da Sé Lucense. Diz assim:

VIII. 1. Ad Lucendum Luco civitas cum adjacentia sua quam tenent comites undecim, una cum:
2 Carioca
3 Sevios
4 Cavarcos, (Montenigro, Parraga, Latra, Azumara, Segios, Triavada, Pogonti, Salvaterra, Monterroso, Doria, Deza, Colea).

Esse “Carioca” é referido provavelmente à atual Quiroga mas vejamos como pode ser possível relacionar um “Caurus” latino com o “Carioca” do Parochiale Suevum e com a Quiroga atual:

Da palavra “Caurus” -que de nome dum vento poderia derivar em sinónimo de um ponto cardinal secundário: Noroeste- poderia vir o gentílico feminino latino-céltico KAUROAIKA ou CAUROAICA, com o significado de “originária do noroeste”. Leva a terminação genitiva céltica –AIKA (Kallaika>galega, Limaika>limega, Naviaika>naviega,...) que indica a procedência e destinar-se-ia para designar, quer a planta (mais comum no Courel do que do planalto Maragato), quer a gente dessa comarca, quer ambas, é dizer: “(planta) originária do noroeste” ou “(gente) originária do noroeste”. Continuamos a supor que a referência deveriam ser os centros de poder político-administrativo astur, pois de considerarmos uma referência centro-peninsular o gentílico poderia muito facilmente ser “Gallaeca”

De KAUROAIKA derivaria assim: KOUROEKA>KOIROIKA>KEIRIOKA donde sairiam as formas “Queiroga>Quiroga” e também o alto-medieval “Carioca”.

Paralelamente a esta pesquisa nossa, procuramos no dicionário etimológico da língua portuguesa de José Pedro Machado a forma “Carioca”  referida ao gentílico brasileiro e fala-nos duma origem tupi “kari’oka” que significa “casa do homem branco” composto de “kara’i” que significa branco e “oka” que significa casa, mas procuramos a etimologia de “Queiró”, “Queiroa”, “Queiruga”ou “Queiroga” e simplesmente achamos a forma “Queirós” indicando-nos uma “Etimologia Obscura”.

No caso de Kari’oka tupi não nos vem identificada qual é a casa do homem branco. Mesmo o dicionário consultado pergunta-se sobre isto, portanto achamos que essa etimologia poderia ser acertada, como poderia não sê-lo. A hipótese que aqui exponho de origem gentílica duma comarca galega ou duma planta originária dessa comarca, ou ambas, referenciando desde o centro astur poderia ser a ter em conta, sempre desde ampla ignorância de quem isto escreve sobre este tipo de temas (ainda que com ideias próprias) e desde a nossa humildade de linguistas vocacionais mas não profissionais.

domingo, 5 de agosto de 2012

Um debate vivo (Primeira Parte)


 Por José Manuel Barbosa

O debate entre reintegracionismo e elaboracionismo já leva umas quantas décadas de presença na Galiza. Ao princípio esse debate não chegava à sociedade, pois simplesmente era algo que se manifestava em âmbitos cultos. Aquelas pessoas que opinavam livremente e discrepavam dos postulados mantidos pelos poderes políticos eram excluídos dos média e marginalizados na sociedade quando não punidos, marginalizados ou tratados de doentes.
Após a chegada de José Posada ao parlamento de Bruxelas, mas também de Camilo Nogueira, ambos como europarlamentares, a sociedade pôde ver como esses dous posicionamentos linguísticos se confrontavam ainda com uma desigualdade própria de épocas pré-democráticas. O deputado Posada conseguiu reconhecimento oficial do galego como uma variante duma das línguas oficiais do Parlamento Europeu podendo fazer possível que a realização da nossa língua estivesse presente em âmbitos internacionais; Camilo Nogueira com a visibilidade que lhe dava a pertença naquela altura ao segundo partido da Galiza pôde gerar debate na sociedade e pôde conseguir que muitos dos mais flagrantes anti-galeguistas do nosso País ficassem tão zangados que se desqualificavam a si próprios. Estou a lembrar as manifestações de Francisco Vázquez, naquela altura Presidente da Câmara Municipal da Crunha que insultou num jornal de ampla tiragem ao deputado Nogueira chamando-lhe nazi por usar a língua dos galegos na Eurocâmara. Algo insólito numa democracia.
Aquilo foi algo que desqualificou ao próprio Vázquez e fez com que a gente valoriza-se ao deputado Nogueira após ter conseguido um grande prestígio durante anos defendendo os interesses da Galiza sempre seguindo valores democraticos desde os começos do Reinstauração Bourbonica, do II Estuto de autonomia, da promulgação da lei de Normalização linguística e da publicação das NOMIGa (Normas ortográficas e morfolóxicas do Idioma Galego).
Graças a representação evidente dos deputados galeguistas em Bruxelas e já em setembro de 2000 alguns jornais da Galiza apresentavam um debate aberto e sincero entre ambas as teorias a respeito do Galego As seções de opinião de alguns meios de comunicação escrita davam argumentos em favor e em contra de cada uma dela, mas as empresas mediáticas implicadas no assunto decidiram fechar o debate dalí a umas semanas por ordem expressa dos altos mandos políticos que não desejavam qualquer manifestação de discrepância com a linha político-linguística desenhada a começos dos anos 80. A cousa ficou em nada ainda que muita gente pôde sentir um cheirinho de democracia manifestado em público. Algus medos ficaram esconjurados. 
O elaboracionismo ou isolacionismo apoiado pelos poderes políticos interessados em manter um statu quo que o beneficiava e um reintegracionismo que crescia em apoios tanto em quantidade como em qualidade viam os seus rostos, ainda que a mensagem do segundo chegasse com dificuldade a uma sociedade focada no seu dia-a-dia e em elementos de despiste fornecidos por um poder político que visava já naquela altura uma uniformidade mental e ideológica pouco pluralista.
Dali a três anos, em 2003, o governo Fraga decidiu permitir a segunda reforma importante da normativa RAG: a chamada “normativa de consenso” na que o consenso não foi tal porque o reintegracionismo não foi tido em conta como alternativa linguística para o País, nem sequer como elemento que pudesse fazer qualquer achega. Ainda assim, o conjunto da sociedade, embora interessado nos seus temas diários, ficou sabendo que os posicionamentos dos defensores da unidade linguística galego-portuguesa não tinham porque ser considerados de “extremistas" nem de "descabelados"; ficou sabendo que a ideia de unidade linguística galego-portuguesa vinha de antigo, pois já os primeiros galeguistas manifestavam com rotundidade a identificação das falas galegas com as portuguesas. Pessoas como Vilar Ponte, Vicente Risco, Outeiro Pedraio, Biqueira, Castelão... nunca foram extremistas, sempre defensores da língua e sempre galeguistas. Como isso é reconhecido por todos e mesmo comunicado pelos poderes que nos governam, tive a paciência de procurar algumas das suas citações mais significativas .Não sãomeias verdades  para contentar ninguém. São as suas verdades, esses pensamentos de identificação entre as falas da Galiza e Portugal manifestados com total claridade... Eis algumas dessascitações:
  
António Vilar Ponte:

“Entre el gallego y el portugués de hoy no hay más diferencias que las existentes entre el castellano de Castilla y el de Andaluzia y América”.
Pensamento e Sementeira. Ed. Galicia  del Centro Gallego de Buenos Aires e Instituto Argentino de Cultura. Pág. 346.

“....mientras viva el portugués, el gallego no morirá”
Op. Cit. Pag. 345

« Pois na península Ibérica anticasteláns son Euzkadi e Cataluña, unha nazón independente com cultura groriosa, veciña de Galiza (outra Galiza separada de nós por torpezas históricas) tem por língua a mesma galega, da que apenas se diferencia en pequeneces ortográficas e prosódicas.
A Nosa Terra nº 120. Pág. 4-5

 Vicente Risco:

“Agora, o galego e o portugués son duas formas do mesmo idioma: esto significa que nós temos un maior parentesco com Portugal que com Castela.
Tres falas, tres civilizaciós; nós pertencemos a civilización da banda occidental, e culturalmente, pois así é filolóxicamente, nada temos que ver coas outras duas. Queiramos ou non, esto trábanos fortemente, estreitamente com Portugal e coa civilización portuguesa.
A Nosa Terra. nº 160. Pág 1

“Tamén hai quen di que o galego que escriben os galeguistas non se comprende nada bem, porque non é igual o que fala a xente, e porque se asemalla ao portugués...
Que o galego se pareza ao portugués non tem nada de particular, porque ao portugués non é mais que o galego un pouco modificado; de maneira que tense que parecer por forza, e non é estrano que se pareza”
Teoria Nacionalista. Obra Completa. Ed de Francisco J. Bobillo. Ed. Arealonga. Pag. 178-279

João Vicente Biqueira:

O galego non sendo unha língua irmá do portugués senón un portugués, unha forma do portugués (como o andaluz do castelán) tem-se que escribir pois como portugués. Vivir no seu seo é vivir no mundo; é vivir sendo nós mesmos!”
Pol-a Reforma Ortográfica. A Nosa Terra. nº 102. Pág. 2

Xosé Ares Miramontes:

“Ista língoa que, según os ‘eruditos’ da minha terra, soio serve pra falar cos veciños dos rueiros –ouh! Eça e Rosalia- é pai do portugués, tendo tanta semellanza co-el, que, de non sere certo xeito ortográfico empregado n’isa lingoa irmán, e que co tempo temos que chegar a un acordo –por ise camiño van as irmandades da fala- seria inteiramente o mesmo”
O idioma galego é de moito proveito. A Nosa Terra. nº 72. Pág 3

Editores da Nosa Terra:

“No Uruguay vanse fundar agora escolas de portugués; e mesmo en Londres; e vosoutros que tendes unha escola viva de portugués no voso idioma –pois sabendo galego vivimos en Portugal coma en Galicia- queredes matala, queredes pricindir d’ila pra, reducirvos a unha inferioridade”.
O idioma por riba de todo. A Nosa Terra nº 36. Pág. 2

“Dispois de todo a língua nosa é a portuguesa –un, galego modernizado, outra, portugués antiguo- xa casi comparte a hexemonia do mundo de civilización latina c’o castelán e acabará por compartilo por enteiro”.
Portugal e Galicia. Unha festa dina de lembranza. A Nosa Terra. nº 58. Pág 4

Afonso Daniel R. Castelão:

“Hai hoxe en todo Portugal un ar, un acento, unha pronunciación, que xa nos diferencia de abondo; pero ainda que os ouvidos galegos estranen as voces portuguesas, non por eso deixan de ser voces nosas, voces galegas”
Sempre en Galiza. Ed. Arealonga. 3ª Ed. Pág. 347

“...pero afortunadamente a nosa língua está viva e floresce em Portugal, fálana e cultívana mais de sesenta millóns de seres que, hoxe por hoxe, ainda viven fora do imperialismo hespañol.”
Sempre en Galiza. Ed. Arealonga 3º Ed. Pág 241

“O galego é un idioma estenso e útil, porque –com pequenas variantes- fálase no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas”
Sempre en Galiza. Ed. Arealonga 3ª Ed. Pág. 41-42


Como podemos ver, a grande maioria de personagens históricos galeguistas partilham a ideia de a unidade linguística galego-portuguesa ser um facto. No entanto, há alguns representantes do galeguismo vintecentista que não concordariam com uma escrita comum. Há evidentemente isolacionistas, mas esses seriam muito menos castelhanistas do que os de hoje, pois ainda não concordando com uma norma “lusista”, pelo menos não seriam seguidores, nem seguidistas de normas castelhanas para as falas galegas. Ainda sendo isto assim, numa época no que o desenvolvimento das ciências da linguagem estava começando e o estudo da língua nascida na velha Gallaecia ainda estava pouco desenvolvida, nunca deixaram de ser cientes e de reconhecerem a unidade linguística básica galego-portuguesa. Eis alguns exemplos:

“Ningien pode negalo: O portuges non é mais q’unha modalidade do galego.
Por desgracia a ortografia portugesa non é nada recomendabre. Como se be, a ortografia portugesa está moi lonxe de merecere os onores de adoucêón polos gallegos”
Aurelio Ribalta. A Nosa Terra. nº 93. Pág. 2


Continuaremos.......




Debate na TVG no programa "A duas bandas" Constantino Garcia e Carvalho Calero. 1987

 

sábado, 28 de julho de 2012

E se mudassem os protagonistas...?

Por Carolina Horstmann

As políticas linguísticas dentro do Reino da Espanha são coerentes com os interesses da etnia dominante: a castelhana.
Nas periferias peninsulares as línguas “co-oficiais” ou “línguas regionais” são muitas segundo o falso respeito do poder madrileno: o catalão, o valenciano, o maiorquino, menorquino e demais falas das ilhas...; no norte o basco e o aragonês e no noroeste o galego e o asturiano.
Como podemos ver mais minifundismo não pode haver se o compararmos com o grande latifúndio do castelhano ou espanhol no centro e no sul da península. Este território manifesta-se unido na escrita e na norma enquanto as falas do oriente ibérico são atacadas na sua unidade e vêm sendo apresentadas como várias, apesar de o catalão ser uma língua única tanto no Principado, no País Valenciano e nas Ilhas Baleares.
O basco apresenta políticas linguísticas diferenciadas em Navarra e nas três províncias bascas. Ali o castelhano ocupa zonas nas que não deixa entrar o euskera e este não pode facilmente recuperar território historicamente seus porque não o deixam. Ainda assim, o basco resiste apesar do árbitro ser um comprado pelos donos da bola.
Aqui na Galiza diz-se-nos que o galego e o português são línguas diferentes. “Línguas ‘irmãs’, mas diferentes” ainda que se esteja a dizer também que graças ao galego temos o mundo lusófono aos nossos pés. Curioso, porque não se vem os passos que há que dar para dar-lhe essa utilidade tão cacarejada.
Há uns dias o presidente Feijó manifestou numa TV privada e próxima ideologicamente ao seu partido um interessante pensamento pró-reintegracionista que para si quiseram alguns dos que se dizem a si próprios de “nacionalistas”. O porquê o fez há que averiguá-lo metendo-se nos sarilhos da política falaz e maquiavélica de mentiras e de enganos que em vez de nos gerir e governar age no caminho da destruição da Galiza e de toda a estrutura identitária que lhe dá um forte caráter nacional. Muita léria e pouca resolução. Se tão reintegracionista é porque não resolve e nos deixa ver de vez as TVs portuguesas e lusófonas em aberto e porque não se acaba de implementar a língua portuguesa no sistema de ensino?
Bom, que não o faz já o sabemos. E como conhecemos aquele dito de “Pelos seus frutos os conhecereis” sabemos que de galeguista não tem nada. Esse posto político foi-lhe designado para estragar a Nação seguindo planos ditados por Madrid.
A muita gente lhe parece do mais normal que nas escolas e centros de ensino se nos apresente o galego diferente do português embora não seja assim; parece-nos normal que muitos “galeguistas” apoiem a ideia de que o português é o galego internacional mas na praxe agem como que são diferentes, à vez que não gostam de que alguns estejamos constantemente lembrando essa unidade e essa saída linguística e política. Molesta, porque no fundo não acreditam nela para além de ser uma chamada à ordem perante uma atitude mediocre, covarde e falta de responsabilidade histórica. Igualmente é muita léria e pouca seriedade.
Que aconteceria com todo esse argumentário se fosse aplicado no castelhano sobre o qual há um total consenso no que diz respeito da sua identidade linguística, da sua amplitude territorial e sobre tudo no que diz respeito à sua feição escrita? 
Alguém se imagina?

terça-feira, 24 de julho de 2012

Entrevista ao Padre Fontes.

Equipa do DTS
Texto: Carolina Horstmann 
Câmara: José Goris 
Apresentaçao: José Manuel Barbosa

O Padre António Lourenço Fontes é uma dessas pessoas que não se passam desapercebidas para ninguém. Ligado sempre à causa cultural galego-portuguesa ensina-nos dia a dia que as nossas raízes galaicas estão presentes em cada elemento tradicional com o que trabalhamos, que celebramos ou mesmo que desejamos ou choramos. A forma de sentir a existência, com as nossas crenças vindas desde o paleolítico está presente mesmo no nosso ADN, mas com muita mais pureza nas regiões galaicas do Sul, no Barroso, no Gerês...em todo Trás-os-Montes.

O Padre Fontes é uma dessas pessoas que guarda o mais importante desse arraigo e nos está a lembrar cada pouco tempo a nossa ancestralidade e os vínculos que nos unem ao passado e aqueles outros vínculos que nos unem aos galegos e aos portugueses.
A Galiza, nesta altura histórica está passando-se por uns momentos difíceis. Da mão de uns dirigentes políticos castrantes e castrados estamos a ver como se nos está a desnacionalizar, como estão sendo destruídas as nossas tradições, a nossa língua, o nosso sentir nacional, a nossa forma tradicional de sentir a economia, as nossas crenças místicas e religiosas que nada tem a ver com a bondade, a generosidade, a humanidade, o saber ligado à natureza.... A dia de hoje e em nome duma modernidade alienante que nos afasta da Terra estamos entrando num mundo que nunca foi o nosso porque é alheio e é forâneo, porque nos narcotiza e cega os nossos sentidos que nos permitem ver o nosso Além... Vemos igualmente como a nossa população diminui dia a dia, como as nossas crianças enchem as suas mentes de elementos que não lhe foram transmitidos pelos seus ancestrais...quando há crianças...porque uma dos elementos desse processo é a falta de crianças que recolham o facho da nossa estirpe étnica. Estamos sofrendo o mesmo processo que levaram a cabo muitos povos indígenas ameríndios com a chegada dos espanhóis: o desastre.

No entanto, na Galiza Sul, no Norte de Portugal, as nossas tradições, a nossa língua e o nosso sentir continua vivo e com o intuito de sobreviver a esta maré desidentificadora. É o Padre Fontes um desses guardiões que preserva o nosso ser tradicional e por isso lhe devemos todo o que podemos dever-lhe a um autêntico herói galaico.

A passada Sexta-feira 13 de Julho estivemos com ele na sua Quinta de Mourilhe: A Quinta da Nossa Senhora dos Remédios. Ali lhe fizemos esta entrevista na que falamos sobre tudo do seu gosto pela medicina popular que era a forma ancestral que os nossos antepassados tinham para evitar doenças em contraposição à contaminação química que temos por medicina a dia de hoje, do enriquecimento dos laboratórios e do lobismo que surge de jogar com a nossa saúde. Após a entrevista, essa noite pudemos vê-lo no cenário ao pé do Castelo de Montalegre esconjurando as bruxas e as maldades dessa linda comarca barrosã. A prosperidade dos seus habitantes vê-se nos seus olhos, a felicidade da gente pelas ruas é imensa porque essa contaminação energética gerada por este mundo de tolos fica limpa e anulada com a força deste nosso Padre Fontes e com a ajuda desses grandes atores que são os Errantes da Troula que mais do que atuar o que fizeram foi ritualizar com total veracidade e limpar Montalegre dos maus espíritos que nos governam vestidos de fato e gravata.
Aqui vos apresentamos a entrevista que fizemos esse dia na casa do nosso Bruxo-Mor mas que nós consideramos o nosso grande, o nosso Arquidruída, o Druida de todos os galaicos dignos. Não falamos de qualquer aldeia gaulesa defendida com qualquer poção mágica, não. Falamos de Montalegre, falamos do Barroso, falamos do Norte de Portugal, falamos da Gallaecia viva, falamos do Padre Fontes.   Que vos preste. Sexta-feira 13 de Julho de 2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Roteiro pelo Património. Objetivos.

Por Editores do DTS (Desperta do teu Sono)
Faltam poucos dias para levar a cabo o Roteiro pelo Património. O dia 4 de Agosto combinaremos na Praça do Mostéiro de São Rosendo para levarmos a cabo um convívio no que visitaremos vários monumentos histórico-artisticos das Comarcas de Cela Nova e a Querquérnia. Queremos cumprir objetivos de irmandade galego-portuguesa, de lazer e de conhecimento da nossa cultura e ancestralidade. Os nossos objetivos são:

-Levarmos a cabo uma jornada de convívio e irmandade galego-portuguesa.
-Darmos a conhecer o nosso património ao público interessado ao norte e ao sul da raia e a todos aqueles que queiram achegar-se ao evento.
-Respeitarmos e fazermos respeitar aquilo que nos une ao nosso passado histórico-artístico perante tanta destruição e deleixo por parte das autoridades que nos (des)governam.
-Comunicar ao público que o património galaico é o mais grande em quantidade de toda a península ibérica (só a quantidade de monumentos históricos da velha Gallaecia é maior do que todo o resto da península ibérica junta), assim como da alta qualidade do mesmo pelo qual merece respeito e proteção, assim como ensino, cuidado e cultivo.
-Reconhecermo-nos como o povo mais antigo da península, com uma personalidade definida e reafirmada através dos séculos, apesar dos obstáculos e separações.
-Levar a cabo uma jornada de convívio e lazer entre galegos e portugueses.
-Reconhecermo-nos, a gente de ambos lados da raia, nas tradições, na história, na arte, na nossa psicologia e na forma de percebermos o mundo.
-Apreendermos cousas novas no que diz respeito da nossa tradição histórico-artistica e linguística ocultada pelos paradigmas negacionistas do nosso povo chefiados pelos poderes políticos que nos (des)governam.
-Tomarmos contatos de amizade que nos abram novas portas de conhecimento e reconhecimento mútuo que nos levem à colaboração futura em eventos de esta índole tanto na Galiza como em Portugal.
-Dar a conhecer a velha Kalláikia a todos os que quiserem tomar consciência das nossas origens.
-Reivindicar uma voz conjunta galego-portuguesa na defesa dos nossos interesses comuns perante poderes políticos e económicos estatais que destruem a nossa forma tradicional de viver e sentir.
-Reivindicar um modelo social e económico sustentável de acordo com a nossa tradição vinculada à Terra e à Natureza sem rechaçar qualquer modelo urbano que seja harmónico com a mesma
-Reivindicarmos uma ancestralidade comum e um futuro conjunto.
-Reivindicarmos e nos reconhecermos como utentes duma língua comum originariamente galaica embora reconhecida no mundo com o nome de Português.
-Reivindicarmos uma nova oportunidade para apresentar à UNESCO a Candidatura do Património Imaterial Galego-Português
-Reivindicarmos a nossa condição de celtas que sempre formos.

Convívio da Portela

Convívio da Portela. Pitões 28 de Julho.



 

domingo, 15 de julho de 2012

Roteiro pelo Património



Pela Equipa de Redação do Desperta do teu Sono

O DTS (Desperta do teu sono) tem a bem organizar um roteiro histórico-artístico pela Comarca da Querquérnia (Baixa Lima) o dia 4 de Agosto de 2012. A informação a seguir:


Organiza: (DTS) Desperta do Teu Sono http://www.facebook.com/events/386641181394294/

Datas: Sábado 4 de Agosto de 2012

Comida: Cada um leva o que queira para si e para compartilhar se quer (Não leveis todxs empanada!). Não há ideia de comer em Restaurantes. A ideia é comer em algum lugar ao ar livre todos juntos, por isso é bom levar para além da comida, mantas ou toalhas para tender no chão e pousar as cousas de comer.

Roupa: Cômoda, para andar, adequada ao clima do dia. Se houver sol e calor a gente deve levar água e viseiras. Se fizer mal tempo seria adequado qualquer elemento impermeável ou de abrigo. Levai fato de banho pois bem seja em Aquis Querquernis (onde há poças de água quente) ou na Mata de Albergaria (onde há uma cascata com umas poças) poderemos nos banharmos se quisermos..

Percurso:

O Roteiro começa em Ourense para os que venham da CAG (Comunidade Autónoma Galega ou Galiza Norte), por isso quem vier de fora da cidade das Burgas pode combinar com a organização no Pavilhão dos Desportos dos Remédios às 9:00 horas (HCE, quer dizer, hora do Reino).
Para a combinação a gente que se apontar pode deixar mensagem no evento do facebook. Tomamos nota e aguardamos por ele/a nos lugares de encontro. http://www.facebook.com/events/386641181394294/

Ligação com a organização:
Tlfn: 0034-637-48-47.33

barbosa_gz@hotmail.com

0-Lugar de encontro com os amigos que venham de Portugal: Praça de São Rosendo de Cela Nova às 09:00 hora Portuguesa 10:00 Hora Central Europeia (horário de Madrid pelo que se rege a Galiza)

1-Cela Nova:
a) Castro Mau


b) São Miguel de Cela Nova (Por enquanto duvidoso)
2-Bande
a) Aquis Querquernis. (Acampamento de época romana e Centro de Interpretação)

b)-Santa Comba de Bande





3-Lóbios
a) Aquis Originis 

b) Miliários da Via Romana XVIII Braga-Astorga.


4-Descanso nas Poças da Mata da Albergaria.
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