Mostrar mensagens com a etiqueta Celtismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Celtismo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de novembro de 2024

O Magusto (e não "Samaín"): a autêntica tradição celto-galaica

 

A tradição Celta apresenta quatro festas que coincidem com o ponto central de cada estação, cujos nomes são: Samhain, Imbolc, Beltaine e Lughnasadh, mas esses nomes são gaelicos e não têm qualquer tradição galega, nem sequer são nomes de tradição britónica (galesa, córnica ou bretã) cujos nomes são outros e não por isso são menos celtas. O que têm tradição são as festas por si próprias cujos nomes galegos são:

Magusto (11 de novembro),

Entrudo ou Entroido (festa de fevereiro)

Maios ou Maias (festa de Maio)

Seitura ou Centeada (esta última corresponde com a festa do verão do 15 de agosto que se celebra em todas as paróquias galegas, portuguesas, asturianas e leonesas).

Nas diferentes tradições célticas britónicas os nomes são os seguintes:

(Festa de novembro) Calan Gaeaf (C), Kalan Gwav (Ker) y Kalan Goañv (B).

(Festa de fevereiro) Gŵyl Fair y Canhwyllau (C), Gong Puja (Ker), Emwalc'h (B).

(Festa de maio) Calan Haf/Cyntefin (C), Kallan-Mae/Obby Oss (Ker), Kala-Mae (B).

(Festa de agosto) Gŵyl Awst (C), Golowan (Ker), Gouel Eost (B).


(C=Cymru, Walles, Gales; Ker=Kernow, Cornwall, Cornualha e B=Breizh, Bretagne/Brittany, Bretanha)

A roda do ano céltico em britónico galês

A evidência da correspondência nos dias só há que comprová-lo observando um calendário de outubro de 1582, quando se fez a mudança do Calendário Juliano, para o Gregoriano. Assim do 4 de outubro, passou-se ao 15 de outubro. Com um pequeno exercício contável observaremos que o 1 de novembro juliano corresponde ao 11 de novembro gregoriano atual, com o qual relacionamos imediatamente a data tradicional da festa em questão, que na tradição galaica e portanto galego-portuguesa, recebe o nome de Magusto e variantes, na gaélica Samhain e variantes e na britónica Calan Gaeaf e variantes

Se pomos um nome irlandês (nem sequer gaélico escocês ou manx) é porque Irlanda é um país independente e tem um relato próprio, referência do mundo celta internacional. Se nós tivéssemos relato chamaríamos a estas festas com o nosso nome, não "Samaín", que é uma péssima cópia do original "Samhain"... (aliás a pronúncia é "xouim", não samaín). E, infelizmente , isto vai às escolas para criar galegos que nem vão saber no futuro que era o Magusto (vão pensar que os seus avós celebravam uma festa gastronómica com produtos de temporada), nem vão saber que o português era o nosso galego quando este desaparecer da Galiza. 

 




segunda-feira, 15 de abril de 2024

XII Jornadas Galego-Portuguesas 2024 de Pitões das Júnias

 

  • Sábado 11 de Maio

  • 1º Painel de manhã: (Apresenta Maria Dovigo)

  • 09:30 Apresentação

  • 10:00: Carlos Carneiro: Galaicos e Lusitanos: Afinidades culturais e linguísticas no âmbito da celticidade

  • 10:45: Dulcineia Pinto: Ritos de consagração e reconsagração num povoado da Idade de Ferro do Norte de Portugal”

  • 11:30: Debate

  • 13:30 Comida

    2º Painel de Tarde (Apresenta João Paredes)

  • 16:00: Santi Bernardez: Celtismo e panceltismo na Galiza, em Portugal e na Europa, passado e presente”

  • 16:45: Samuel F. Pimenta: Mitologia na literatura: uma perspetiva

  • 17:30: Debate

    3º Painel Tarde de sábado (Apresenta Maria Dovigo)

  • 18:15: Apresentação do livro Oceanoe. Apresentam a Irene Veiga e a Noe Vazquez.

  • 18:45: Paulo Marinho: (Título): Galegos em Lisboa. A sua música e dança através dos tempos”

  • 20:30: Ceia

    Domingo 12 de Maio

    4º Painel Tarde de sábado (Apresenta João Paredes)

  • 10:30: Visita ao Centro Interpretativo do Lobo Ibérico: A relação mitológica e histórica do lobo com o mundo céltico”.

  • 13:00: Comida 

     Lembretes importantes!

     A assistência e totalmente livre e gratuita. Quem quiser vir é só chegar e sentar, enquanto houver cadeiras 

    –A organização não é responsável pelos transportes, comidas e dormidas das pessoas assistentes. Assim pois, recomendamos fazerdes planos JÁ pois a disponibilidade de camas na aldeia é limitada (embora sempre há lugares no resto do concelho).

    – O local exato é na sala da Junta de Freguesia de Pitões, no Largo do Eiró (mesmo no centro da aldeia).

      Pedimos não circular de carro pelo centro da aldeia. Há um excelente parque de estacionamento público e gratuito, e depois é só caminhar uns poucos metros.

    Para fazer mais fácil a viagem a Pitões, abrimos um fio no evento em Facebook onde podeis combinar para partilhar carro/gastos até lá – A organização não é responsável por acordos pessoais ou o que ali se falar individualmente.





     



     

     

quinta-feira, 14 de abril de 2022

X Jornadas Galaico Portuguesas 2022 de Pitões das Júnias

 


     Sábado 7 de Maio
  • 1º Painel de manhã: (Apresenta Maria Dovigo)

  • 09:30 Apresentação

  • 10:00: O celtismo que vem: Alguns exemplos da Galécia do século XXI. Joam Paredes

  • 10:40: Quem é a velha? Trás as pegadas da Grande Deusa primigénia Lídia Marinho

  • 11:20 Permanências culturais celtas no nordeste do Brasil. Eduardo Henrique. On Line

  • 12:00: Debate

  • 13:30 Comida

    2º Painel de Tarde (Apresenta Maria Dovigo)

  • 16:00: Aplicação das novas tecnologias na divulgação histórica e patrimonial no século XXI. Carlos Paz e Anxo Miján (Centro Infográfico Avançado da Galiza)

  • 16:45: As viagens de Santo Amaro. Os Imramma. Xurxo Souto

  • 17:30: Descanso

    3º Painel Tarde de sábado (Apresenta Maria Dovigo)

  • 18:00: Projeto Lanobriga: Uma cidade galaica. Paco Boluda

  • 18:45: Debate

  • 19:15: Descanso

  • 19:45: Atuação de Mileth (Acústico)

  • 20:30: Ceia

    Domingo 8 de Maio

  • 10:30: Roteiro arqueológico por Bande. Guia: Elói dos Freiria


sábado, 13 de abril de 2019

Programa das VIII Jornadas Galaico Portuguesas 2019


  Programa definitivo
  • Sábado 11 de Maio
    1º Painel de manhã: (Apresenta Maria Dovigo)
  • 10:00 Apresentação
  • 10:30: Helga Ribeiro: Das raízes ao reerguer da Tradição Lusitana. Viagem pela Céltica até ao CDL- 1”
  • 11:00: Luisa Borges: Das raízes ao reerguer da Tradição Lusitana. Viagem pela Céltica até ao CDL- 2”
  • 11:30 Debate
  • 12:00: Celebração da Festividade das Maias pelas ruas de Pitões
  • 13:30 Comida
    2º Painel de Tarde (Apresenta Maria Dovigo)
  • 16:00: Xavèrio Ballester: El Paradigma de la Continuität Paleolítica i la Mitologia Galaica”
  • 16:45: Rafael Quintia: Objectos curativos e uso dos amuletos na cultura popular galaico-portuguesa (título provisório)
  • 17:30 Debate
    3º Painel Tarde de sábado (Apresenta Maria Dovigo)
  • 18:30: Apresentação do livro de poemas e fotografia "Gritos na Penumbra" de Rui Barbosa.
  • 19:30 Musica: 2naFronteira
  • 20:30 Churrascada

    Domingo 12 de Maio
  • 10:30: Roteiro arqueológico por Vilar de Perdizes
    • Estatua do deus Larouco
    • Ara céltica
    • Pedra escrita

sábado, 5 de maio de 2018

VII Jornadas galego-portuguesas de Pitões das Júnias



Sábado 26 de Maio
1º Painel de manhã: (Apresenta Maria Dovigo)
  • 10:00 Apresentação
  • 10:30 Marcial Tenreiro: Mouras, Melusinas, Deusas: Algumas supervivências do mito no folclore
  • 11:15 Luisa Borges (Tradição Druídica Lusitana): Para uma arqueologia poética da Finisterra galaico-portuguesa.
  • 12:00 Debate
  • 13:30 Comida
2º Painel de Tarde (Apresenta Maria Dovigo)
  • 16:00: Manuel Dias Regueiro. Identidade genética atlântica e doenças tipicas dos celtas
  • 16:45: Exposição Fotos do José Goris:Gallaecia: um passado mágico”
  • 17:30 Debate
3º Painel Tarde de sábado (Apresenta Maria Dovigo)
  • 19:30 Apresentação das Atas das IV, V e VI Jornadas
  • 20:00 Música celta: Grupo Ama Fai Falta de Chaves
  • 20:30 Churrascada
Domingo 27 de Maio
  • 10:30: Visita às Mamoas do Planalto da Mourela
  • 13:00: Comida

     ALOJAMENTOS e COMIDAS: 
    https://www.facebook.com/casadopreto/
    http://www.casadopreto.com/

quarta-feira, 19 de abril de 2017

VI Jornadas galaico-portuguesas de Pitões das Júnias





Sábado 13 de Maio
1º Painel: Apresenta Maria Dovigo

  • 10:00: Presentação
  • 10:30: Iria-Friné Ribera: Celtismo: O Amanhecer da estética moderna galega
  • 11:30: Joam Evans: Ogham: apontamentos sobre uma escrita galaica 
  • 12:30 : Francesco Benozzo: Apresentação do livro “Speaking Australopithecus. A new theory on the origins of the human languages” (Francesco Benozzo & Marcel Otte)
  • 13:30: Comida


2º Painel: Apresenta Maria Dovigo


  • 16:30: Joaquim António de Jesus Palma Pinto: Ética Espiritual Celta: valores intemporais para tempos atuais”
  • 17:30: Mesa redonda: "A utilidade socio-económica do Celtismo na Galiza e no Norte de Portugal“
  • 20:00: Música: Francesco Benozzo."Uma viagem atlântica. Música desde as fronteiras célticas" (voz, harpa céltica e harpa bárdica)
  • 22:00: Churrascada popular


Domingo 14 de Maio


  • 10:00: Visita à aldeia desabitada de Juris (Castro habitado até a bem entrada a Idade Média) e ao Carvalhal de Porto da Laja (Antigo nemetão céltico).
  • 13:00: Clausura
  • 14:00: Comida de Irmandade

    Participantes:
    Sra. Doutora Maria Dovigo, Academia Galega da Língua Portuguesa
    Sra. Dra. Íria-Friné Rivera, Universidade da Corunha
    Sr. Dr. Joám Evans, Academia Galega da Língua Portuguesa
    Prof. Doutor Francesco Benozzo, Universidade de Bolonha / Candidato a Prémio Nobel
    Sr. Doutor Joaquim Palma Pinto, Centro de Estudos de Filosofia (UCP) / ATDL


    Aqui podem fazer reservas para comidas e dormidas nas Jornadas
    http://www.casadopreto.com/

quinta-feira, 17 de março de 2016

Programa das V Jornadas das Letras Galego-Portuguesas de Pitões





Dia 2 de Abril sábado: (Hora portuguesa)
    1º Painel: Modera: Maria Dovigo

  • 10:00: Apresentação em Pitões das V Jornadas das Letras galego-portuguesas.
  • 10:30: 1º Palestra: Marcial Tenreiro: A lança na água e a espada na pedra. Rito e Território entre germanos e celtas
  • 11:15: 2ª Palestra: Marcos Celeiro: A Simbologia da cruz céltica e a sua evolução.
  • 12:00: Debate
  • 14:00: Comida
     2º Painel: Modera: Maria Dovigo
     
  • 16:30: 3ª Palestra: Francesco Benozzo (Trad. Joam Paredes): Uma paisagem Atlântica pré-histórica. Etno-génese e etno-filologia paleio-mesolítica das tradições galego-portuguesas.
  • 17:15: Debate
  • 18:30: Actuação de 2naFronteira e convidados.
  • 20:00: Ceia-Churrascada popular.
  • 22:00: Programa Erasmus: “Adventure of Reading”, Folião e Gaiteiros de Pitões
Dia 3 de Abril Domingo (Hora portuguesa)
    3º Painel: Modera: Lúcia Jorge (Presidente da Junta de Freguesia)

  • 10:00: 4ª Palestra: Graciano Barros: Ourivesaria e arte céltica no S. XXI no NW peninsular.
  • 10:45: 5ª Palestra: José Domingues. A raiz celta dos Ordálios medievais.
  • 11:15: Debate
  • 12:00: Conclusões (Maria Dovigo e Lúcia Jorge)
  • 13:30: Encerramento das Jornadas
  • 14:00: Comida
  • 16:00 Visita ao Eco-Museu
  • 16:45 Visita ao Mosteiro de Pitões.
  • 17:30 Visita à Cascata

terça-feira, 26 de maio de 2015

As Atas das Jornadas estão connosco

 


Por Rafael Quintia:

Para a "Sociedade Antropológica Galega" (SAGA) publicar as Atas das Jornadas das Letras Galego Portuguesas que cada ano, desde 2012, se celebram em Pitões das Júnias supõe uma oportunidade para cumprir e profundar no nosso objetivo da divulgação dos diferentes aspectos vinculados à Antropologia e à História da Galiza. Este labor editorial, oferece-nos, portanto, a possibilidade de apoiar e respaldar o trabalho que "Desperta do teu sono" (DTS) vem realizando, nos últimos anos, com tanta vontade e entrega, para o fomento das relações galaico-portuguesas e do conhecimento do nosso passado e cultura comuns. É por isso justo reconhecer e apoiar com esta publicação o trabalho dum coletivo como o DTS.


A través desta nova publicação pomos ao dispor do leitor interessado, os trabalhos expostos nas diferentes e sempre ilustrativas palestras que durante as edições dos anos 2012, 2013 e 2014 se desenvolveram neste encontro internacional, já obrigatoriamente referencial para quem quiser achegar-se e conhecer esse maravilhoso universo cultural compartilhado entre galegos e portugueses.


Dados técnicos desta Publicação:


Editorial: Sociedade Antropológica Galega


Impressão: branco e preto


Tamanho: 24×16 cm


268 páginas


I.S.B.N. 978-84-16121-28-1


Depósito legal: OU 128-2015


PVP: 15 €

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DA LÍNGUA: Antes do Latim


 Por José Manuel Barbosa

Dedico este artigo à boa gentinha de Pitões das Júnias e à gente do Barroso

Parece ser que o território galaico-lusitano anterior à conquista romana estava ocupado por diferentes povos de raiz indo-europeia e de fala provavelmente proto-celta.

Se repararmos na configuração étnica desses territórios teríamos de norte para sul os seguintes: os povos ártabros (Martins, Higino 2008) ou posteriormente chamados pelos romanos de galaicos lucences que ocupariam a atual Galiza norte (províncias da Corunha, Lugo e norte de Ponte Vedra); os povos gróvios (Martins, Higino 2008) ou galaicos bracarenses (atuais províncias galegas de Ourense e sul de Ponte Vedra junto com todo o norte de Portugal até o Douro); e os povos asturos (atuais Astúrias, Leão, a Zamora do norte do Douro e a parte oriental de Trás-os-Montes).

Ao sul do Douro habitariam os lusitanos até o Tejo incluindo no seu espaço territorial a Estremadura espanhola atual ao norte desse rio. Para sul um conjunto de povos de nome genérico célticos por todo o Alentejo e ficando para o extremo Sul os cônios ou cinetes no Algarve de estirpe celta segundo os autores clássicos.

Segundo os estudos recentes baseados nos achados litográficos de Lamas de Moledo (Évora), Cabeço das Fráguas (A Guarda) e Arroyo del Puerco (Cáceres), a língua falada pelos lusitanos mas também pelos galaicos incluindo neles os asturos e provavelmente também os cântabros, tendo como fronteira oriental com os vascons o rio Asón, era uma língua com capacidade para poder ser compreendida e reconstruída a partir das línguas célticas modernas por linguistas e arqueólogos.

O espaço que poderia ocupar haveria que reconstruí-lo a partir, não só pela localização destas inscrições conhecidas, mas também pela onomástica, a toponímia e a teonímia. Corresponder-se-ia com os velhos conventos romanos da Scallabientense, Asturicense, a Bracarense, a Lucense e parte da Emeritense, bem como parte da atual Cantábria.

Essa parte norte-ocidental da península falaria o que os cientístas denominaram com o nome de lusitano ou como diz Ulrich Schmoll (Schmoll 1959) galaico-lusitano por serem a Gallaecia romana e a Lusitânia originária (entendida como o berço do povo lusitano, não da província romana) a sua zona.

As provas que falam da existência deste galaico-lusitano estão nesses achados litográficos de época imperial romana, cuja época ajustamos e deduzimos por estarem escritos com a ortografia latina.
 
 São os exemplos dos textos litográficos os seguintes:

- Texto de Lamas de Moledo

rufinus et tiro scripserunt: veaminicori doenti angom lamatigom crougeai magareaigoi petranioi radom porgom ioveat caeliobrigo

Este texto datado já em época romana (no século I d.C.) com introdução em latim viria significar o seguinte segundo a tradução de André Pena Granha, arqueólogo e historiador galego:

Rufino e Tiro escreveram: Os Veaminicori (cojunto de jovens solteiros em idade militar) dão um anho lamático (de Lamas de Moledo) para o altar de Petranio (o oficiante), um grosso porco para o Júpiter do Castro de Caelio.

Segundo Higino Martins (2008:87) Veamini Cori ou Wegamenoi korioi significaria “os que viajam em carros”, quer dizer, “os chefes”, ou “senhores”.

- Texto da Pedra de Cabeço das Fráguas:

 oilam trebopala indi porcom laebo commaiam iccona loiminna oilam usseam trebarune indi taurom ifadem(...) reve tre(barune)

Texto também de finais do Império com latinismos como porcom (com p- inicial aparentemente não céltico) e redigido na pedra para um ritual de tipo suovetaurília com o fim de proteger a Treba (território político sob a influência do povo que oferece o ritual). A tradução que o professor André Pena Granha fez a finais do século passado apoiando-se noutras línguas célticas vem sendo a seguinte

...uma ovelha para trebopala (protetora da Treba) e um porco para Laebo (divindade feminina), uma égua para a luminosa Iccona (deusa dos cavalos), uma ovelha dum ano para trebarune (a deusa protetora do País) e um touro dum ano para Reva, senhora da Treba.

 A dia de hoje o professor Pena Granha defende que este texto é uma forma de latim baixo-imperial. Uma forma de castrapo celtico-latino.

- Texto de Arroyo del Puerco ou Arroyo de la Luz (Cáceres)

ambatus scripsi carlae praisom secias erba muitie as arimo praeso ndo singeieto ini ava indi veam indi vedagarom teucaecom indi nurim indi udevecom rurseaico ampilva indi loemina indi enu petanim indi arimom sintamom indi teucom sintamo...

isaiccid rueti puppid carlae enetom indi na(.) (...)ce iom.m

Interpretação de Witczak-Wozniak:

“(Eu), Ambatus escrevo: Em Carla, o pacto de amizade ou de reciprocidade por um (parente) que deve ser enviado (ali), que seja contraído (jurado) sem participação de avó e mulheres de irmãos e noivas de filhos e dona da casa (quer dizer, esposa do chefe da família) e sem (participação de) Rursenco Ampilua e servidão, e sem (participação de) Petanim, e (sem) o maior dignatário, e (sem) o filho maior...”

Possíveis interpretações de Blanca María Prosper da linha final que é conhecida como Texto de Arroyo de la Luz III:

“Deste jeito fica dito o que em Carla (está) estabelecido e não (??)...”
“Por aqui fica o que corresponde ao término de Carla...”
“Aqui limita/começa o que está incluído em Carla...”
....................

Ao sul do Tejo dos diferentes povos de filiação céltica segundo os clássicos mas com importante influência tartéssica e fenícia pouco sabemos, mas quiçá não nos sejam de muito interesse por não serem a base, nem as suas línguas, o substrato da futura língua galego-portuguesa.

A língua galaico-lusitana poderia ser identificada como uma língua celta ou proto-celta como nos comenta Armada Pita (1999:260-263) mais ainda nos fornece a ideia de ser a partir do conhecimento das línguas celtas que pode ser possível a tradução dos textos conservados. A compreensão dos mesmos reafirma o parentesco entre esta língua da que estamos a falar com o celta antigo.

A identificação como língua celta é discutida, no entanto, por alguns autores argumentando que algumas palavras possuem um /p/ inicial inexistente neste grupo de línguas, tanto nas atuais como nas antigas.

Mas é o professor valenciano Xaverio Ballester (1998:65-82) da Universidade de Valência quem nos diz:

"O problema na realidade não é a presença linguisticamente incorreta do /p/, mas, dir-se-ia, a posição geograficamente incorreta do lusitano. Se essa mesma documentação que possuímos para o lusitano aparecesse, por exemplo nalguma zona próxima aos Alpes, previsivelmente a linguística indo-europeia tradicional consideraria tal documentação uma testemunha da primeira pola separada da árvore céltica, dessa fase ainda com /p/ que por ser língua indo-europeia, reconstruímos como célticas."

O parentesco com o celta comum parece maior do que se aguardava, portanto.

Diz-nos ainda a professora Fdez-Albalat (1996:39):

"Segundo a minha opinião, estamos perante uma rama celta possivelmente anterior à divisão entre goidels e britons ou bem uma terceira rama de tipo arcaico"

Atendendo para o trabalho de Robert Omnès (1998:247-268) professor da Universidade de Brest, o galego-português tem uns importantes elementos substráticos celtas que determinariam a nossa língua como um “patois” celto-latino. Alguns (e só alguns) desses elementos seriam os seguintes:

1-     Léxico (ver o apêndice n.º 1 da Gramática elemental del gallego común de Carvalho Calero)

2-     Semântica:
  • Preferência pelo verbo ser em vez de ter em frases possessivas do tipo:
O jardim é meu (galego-português)
Y mae gardd gennuf i (galês)
  • Uso da forma levantar (sevel em bretão) com o sentido de “construir”
Levantei uma casa (galego-português)
Sevel eun ti (bretão)
Por exemplo em francês seria construir une maison ou no espanhol construir una casa

3-     Fonética e Fonologia
  • O /k/ implosivo devém num iode ante /t/ explosivo como em irlandês
noctem>noite; octo>oito
  • Em galego-português os ditongos descendentes são os mais numerosos, o que se explica pelo modelo silábico céltico
  • Evolução dos grupos cl-, pl-, fl- iniciais: clamare>chamar; plorare>chorar; flagrare>cheirar
  • A metafonia que Rafael Lapesa (1991:44) identifica como celta:
tenebat>tinha                         Mestr (sg.)/Mistri (pl.): “mestre” em bretão
molinum>moinho                     Bran/Brini: “corvo” em bretão

4-     Morfossintaxe
  • A repartição dos géneros: os nomes das árvores som femininas em galego-português e em bretão
  • O cal, o labor, o nariz, o sal, o mel, o leite, o sangue, o cume... como em bretão (por exemplo em outras línguas latinas como o espanhol são palavras femininas)
  • A mesma forma pode ser utilizada pelo adjectivo qualificativo e o advérbio tanto em bretão como em galego-português
Henned a labour mad (bretão). Traduc: Ele trabalha bem
Tem bem anos (galego-português)
  • O durativo no infinitivo:
Estou a trabalhar (galego-português)
Rydw i’n gweithio (galês)
Emaonn o labourad (bretão)
Taim a(g) dul Traduc: Estou a ir (irlandês)
O galego-português é a única língua romance que partilha esta característica com as línguas célticas
  • Perguntas e respostas: em galego-português as respostas não são “sim” ou “não”. Exemplo em gaélico escocês:
- Rapaz, tens fome?            - Ydy’r bwyd yn barod? Traduc: Está o jantar pronto?
         - Tenho!                              - Ydy! (Está!)
  • etc

Conectando, portanto com a Teoria da Continuidade Paleolítica formulada pelos professores M. Alinei e F. Benozzo, o galaico-lusitano viria ser a língua da qual derivariam as outras línguas célticas e o ocidente da Península Ibérica o seu berço.

Para o professor Higino Martins Estêvez, em entrevista concedida ao Portal Galego da Língua em 13 de Dezembro de 2008 com motivo da apresentação do seu livro As Tribos Calaicas. Proto-História da Galiza à Luz dos Dados Linguísticos, a velha língua céltica da Galiza pôde ter ressistido viva até aproximadamente o ano 1000 momento no que começou o seu declínio real. Também no-lo diz neste seu livro (2008:151) quando falando de Ogrobe onde nos comenta:

OKOBRIXS “Castro da Ponta” pode nascer antes ou trás a conquista (romana), pois a língua céltica subsistiu, sem registos fora da toponímia, em todo o primeiro milénio cristão.

Ainda o nosso professor diz no seu livro quando fala da etimologia do antropónimo Urraca (2008:529):

 b) os montanheses iletrados da cornija cantábrica ainda falavam céltico. Somente ficarom rastos toponímicos (só se escrevia latim); o que não era latim era invisível, mesmos os romances. Da Orracas de reis surge a língua estar viva nos sécs. IX e X
c) O Reino de Leão (sequela da Gallaecia para os cristãos e muçulmanos) era âmbito rude e iletrado. Os montanheses que só falavam céltico –arcaico e próximo do gaélico- nessa língua residual chamavam Esposa por excelência à do rei. Até o século XII só era dado a rainhas por casamento. Então aparecem desse nome duas rainhas per se. Petronila-Orraca é dúbia: ementam a mudança de nome e a seguir o matrimónio com o conde de Barcelona. A castelhana, rainha de 1109 a 1126, a meu ver já demonstraria a opacidade: em céltico chamariam *RIGANI, não *WRAKKA”
d) não se vê diferença entre cântabro e calaico: a voz é compartilhada pela cornija cantábrica (369)

e diz a pé de página:

369 Nem entre calaico e lusitano, cf. Promontorium Artabrum (Plinio IV 113), Cabo da Roca. Norte da foz do Tejo

e continua na página 543:

Os anos 944 e 1097 notam justo o ponto final do sistema linguístico céltico na cornija cantábrica.

Acrescenta na sua entrevista que mesmo em algumas regiões do nosso país, nomeadamente os Ancares pudo ter durado mais quatro ou cinco séculos. A sua conclusão vem dada pola etimologia dum nome de família exclusivo dos Ancares, como é Deiros o qual só pode ser interpretado apartir dum nome céltico testemunhado na Irlanda.

Para reconfigurar e aproximar os limites desta língua galaico-lusitana da qual estamos a falar são de grande ajuda os mapas elaborados pela professora Fdez-Albalat (1990:422-427) e a opinião de Rosa Brañas (1995:211-253) e o próprio Higino Martins, pelo que também, a partir dessa informação, quisemos elaborar um mapa, o número 5, desde a nossa modéstia que poderemos achar no Atlas Histórico da Galiza na página 18.

Roma entra na Kalláikia:


No século II antes de Cristo o imperialismo romano no seu afã de alargar o domínio sobre a península toma contacto com os lusitanos. São momentos de sofrimentos e guerras nos que os povos do norte do Douro participam como se com eles fosse, razão que nos faz pensar na unidade étnica galaico-lusitana que Roma quebrou por razões políticas para o seu projeto imperial.

Decimus Junius Brutus, entre o 139 e o 137 a.C. passa-se para a ribeira direita do Douro após uma feroz batalha, como nos conta Casimiro Torres, na que morrem segundo fontes romanas mais de 60.000 soldados galaicos, fazendo que o rio se tinja de vermelho.

São os habitantes da foz do Douro, os Kaláikoi, os que lutam contra os romanos e os que a partir de agora vam dar o nome a todo o país ao norte do rio que eles chamam “Dwórios” ou “das Portas” ou “das Portelas” segundo nos traduz o linguista e celtista galego-argentino Higino Martins Esteves (2008:17).

Brutus chega até o Minho (rio “do Tesouro” ou “da Riqueza”), segundo Martins Esteves (2008:337) levando a guerra aos povos marinheiros do atual norte de Portugal, mas é sobre a sexta década do século I a.C. quando Caesar, Julius Caesar, chega por mar desde a Gália à costa galaica até Brigântia tentando submeter de forma definitiva os Kalláikoi.

Isto não vai ser fácil nem possível até que o seu sucessor Augusto desenvolva as guerras cântabras e acabe, embora não definitivamente, com o problema que lhe ocasionavam os povos do norte da península.

É no 22 d.C. segundo o professor Pedro López Barja, num trabalho feito num livro coordenado por Sanchez Palencia e Julio Mangas (2000:36) quando no monte Medúlio os galegos após intenso assédio morrem envenenados pela sua própria acção de ingerirem seiva do teixo antes de se deixarem capturar pola escravatura que Roma lhes tinha reservada.

No desenvolvimento dessas guerras chamadas Cântabras as últimas batalhas pela conquista do território do Noroeste têm lugar nas montanhas mais afastadas e mais inacessíveis. Ao tempo que se produz o desastre do Medúlio, e quase paralelamente, os astures são também vencidos pelo Império no Mons Víndius situado no cordal Cantâbrico fazendo com que finalmente a totalidade da península se passe ao domínio romano constituindo uma nova província dirigida diretamente pelo imperador Augusto com o nome de “Transduriana”, como nos diz o autor acima citado, Pedro López Barja. Esta província integrava os novos territórios conquistados e habitados por cântabros, astures, lucenses e bracarenses. Segundo ele, essa província duraria desde o 22 a.C. aproximadamente até o 13 a.C. momento no que desapareceria integrada provavelmente dentro da Lusitânia (2000:31-45).



Bibliografia:

Geral:

Armada Pita, X-L. (1999). Unha revisión historiográfica do celtismo galego. In “Os Celtas da Europa Atlántica. Actas do I Congresso galego sobre a cultura celta”. Ferrol. Agosto. 1997. Ed. Concello de Ferrol.
Almanaque Abril, 20a (1994) e 21a (1995) edições. Editora Abril, São Paulo, Brasil.

Azevedo Filho, Leodegário A. (1983), História da Literatura Portuguesa - Volume I: A Poesia dos Trovadores Galego-Portugueses. Edições Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, Brasil

Ballester, Xaverio: Sobre el origen de las lenguas indoeuropeas prerromanas de la Península Ibérica. Revista “Arse”, 32/3 (1998/9), pp. 65-82. Conferencia pronunciada o 23/03/99 durante as XIV Jornadas de la Sociedad Española de Estudios clásicos (Valencia 22-27-III-1999) com o nome de “La Filología clásica prerromana en España: pasado, presente, futuro

Brañas, Rosa. (1995). Indíxenas e Romanos na Galicia céltica. Ed. Libreria Follas Novas.

Carvalho Calero, R. (1983). Da Fala e da Escrita. Ourense. Galiza Editora. Ourense

Carvalho Calero, R. (1974). Gramática elemental del gallego común”. Galaxia. Vigo.

Calvet, Louis-Jean (1999). Pour une écologie des langues du monde. Paris: Plon


Coseriu, Eugenio: El gallego en la historia y en la actualidad. Actas do II Congresso Internacional da Língua Galego-portuguesa na Galiza. AGAL. Compostela. 1987.

Cuesta, Pilar V. e Mendes da Luz, Maria A. (1971), Gramática da Língua Portuguesa, pp. 119-154. Colecção Lexis, Edições 70, Lisboa, Portugal. 

Cunha, Celso e Cintra, Luís F. Lindley (1985), Nova Gramática do Português Contemporâneo, cap. 2, pp. 9-14. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, Brasil

Culbert, Sidney S. (1987), The principal languages of the World, em The World Almanac and Book of Facts - 1987, p. 216. Pharos Books, New York, EUA

Dobarro Paz; XM, Freixeiro Mato, X.R.; Martínez Pereiro, C.P.; Salinas Portugal, F.: Literatura galego-portuguesa medieval. Via Láctea ed. Compostela. 1987

Ethnologue, Languages of the World. 13ª edição, 1999 http://www.ethnologue.com/

Garcia Fernandez-Albalat, Blanca. (1990). Guerra y Religión en la Gallaecia y la Lusitania antiguas. Sada-Crunha. Edicións do Castro.

Garrido; C e Riera C: Manual de Galego Científico. Ed. AGAL. Crunha. 2000.

Gonzalez Lopez, Emilio (1978): “ Grandeza e decadencia do reino de Galicia” E. Galaxia. Vigo.

Holm, J. (1989): Pidgins and Creoles. Cambridge. Cambridge University Press. (2 Volumes)

Lapesa, Rafael. (1991): Historia de la lengua española”. Madrid. Ed. Gredos. Biblioteca Románica Hispánica. 9ª Ed. Corrigida e acrescentada

López Barja, Pedro: La provincia Transduriana. pp. 31-45; em F. Javier Sánchez Palencia y Julio Mangas (coord.): El Edicto del Bierzo. Augusto y el Noroeste de Hispania. Fundación Las Médulas con el patrocinio de Unión FENOSA. Ponferrada. 2001

Lopez Carreira, Anselmo. (2005): O reino medieval de Galicia”. A Nosa Terra. Vigo

Lopez Carreira, Anselmo. (2003): Os reis de Galicia”. A Nosa Terra. Vigo

Martins Estêvez, Higino (2008): “As tribos galaicas. Proto-história da galiza à luz dos dados linguísiticos” Edições da Galiza. Barcelona

Mattos e Silva, Rosa V.  O Português Arcaico - Morfologia e Sintaxe. Editora Contexto, São Paulo, Brasil. 1994.

Montero Santalha, J. M.; Passado, presente e futuro do nosso idioma, do ensino e da sua normalizaçom. XXVII Jornadas de Ensino de Galiza e Portugal. Ourense. 2003. In Descargas PGL (Portal Galego da Língua) http://www.agal-gz.org 

Mundy, John J; Europe in the High Middle Ages. Longman. London and New York. 1991

Mundy, John J. (1991): Europe in the High Middle Ages”. Longman. London and New York. 

Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 2a edição (revista e ampliada, 1986). Editora Nova Fronteira, São Paulo, Brasil. 

Omnès, Robert. (1999). Le substract celtique en galicien et en castillan” In “Les Celtes et la peninsule Iberique”. Triade nº5. Université de la Bretagne Occidentale-Brest. Pp. 247-268.

Pena Graña, André. O reino de Galiza na Idade Media. Revista Terra e Tempo 2ª época, 1, 1995

Pereira, Dulce. 1992. “Crioulos de Base Portuguesa”. In A. L. Ferronha, E. Lourenço, J. Mattoso, A. C. Medeiros, R. Marquilhas,  M. Barros Ferreira, M. Bettencourt, R. M. Loureiro, D. Pereira, Atlas da Língua Portuguesa. Lisboa. Imprensa Nacional. Comissão Nacional para os Descobrimentos, União Latina. 120-125 

Pereira Dulce. 1997. “Crioulidade – (Palavras Leva-as o Vento…)” Comunicação ao Encontro sobre a Crioulidade, Homenagem a Mário António Fernandes de Oliveira, FCSH, Universidade Nova

Portas, Manuel: Língua e sociedade na Galiza. Bahia ed. Crunha 1991

Rico, Sebastián: Presencia da língua galega. Ediciós do Castro. A Crunha, 1973, pp 8-9 e Marcial Valladares: Elementos de Gramática gallega. Galáxia. Fundación Penzol. Vigo. 1970. 

Rodrigues Lapa, M. (1981) : Lições de Literatura Portuguesa. Época medieval”. 10ª Edição. Coimbra Editora Limitada.

Ruffato, Luiz (escritor brasileiro): Galeguia. Revista Agália. Nº 89-90 (1ºSemestre 2007) pp 213-214.

Sanchez Palencia, F-J e Mangas, J (Coords): El Edicto del Bierzo. Augusto y el Noroeste de Hispania. Fundación Las Medulas. Ponferrada. 2000

Schmoll, Ulrich (1959): “Die Sprachen der Vorkeltischen Indogermanen Hispaniens und das Keltiberische”. Wiesbaden. Otto Harrassowitz.

Teyssier, Paul. (1982(1980)). História da língua portuguesa. Lisboa: Sá da Costa

Vázquez Cuesta, Pilar e Mendes da Luz, Maria Albertina: Gramática Portuguesa. Tomo I. Terceira ediçom corrigida e acrescentada. Primeira reimpressom. Editorial Gredos. Biblioteca Românica hispânica. 1987. Madrid.

VVAA. de Juana, Jesus e Prada, Julio (coords):  Historia contemporánea de Galicia. Ariel Historia. Barcelona. 2005

Walter, Henriette (1994), A Aventura das Línguas do Ocidente - A sua Origem, a sua História, a sua Geografia (tradução de Manuel Ramos). Terramar, Lisboa, Portugal

G. Weber, "Top Languages",Language Monthly, 3: 12-18, 1997, ISSN 1369-9733 

Wright, R: “La enseñanza de la ortografía en la Galicia de hace mil anos”. Verba, 18, 1991


NOTA: A FIGURA DO GUERREIRO GALAICO QUE APARECE NESTE ARTIGO É DA AUTORIA DE CARLOS ALFONSO FEITA COM MOTIVO DA ASSESSORIA QUE O PROFESSOR ANDRÉ PENA GRANHA FEZ NA GRAVAÇÃO DO FILME "GALLAICUS".

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...