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quinta-feira, 17 de abril de 2025

A Focagem Reintegracionista

 


Por Marcos de  Rio

«Kuklowa kantikas senas totegontiias brusnos ammosteras. Woida sketla ankluta, extos ne woida bretras. Gabi tritian krottan etik swene nawan ak wikanti strengus ad kradion, kradios anskatikos exsobnus, ak gabi wiria noxta: Tiros etik Riiotuts!»


É um texto em céltico galaico. Ou «castrexo», se assim preferis denominá-lo os isolacionistas, também em termos de história, que adorais os blaveros no Nòs (com acento gráfico incorreto) do estilo do Manuel Veiga Taboada, que publicou um artigo lá em 20/X/2020 titulado "O Desenfoque Reintegracionista"

Para focarmos o tema, observemos várias cousas:

1. O texto inicial está escrito numa língua «de seu», uma «língua própria» da atual Galiza, exclusiva e identitária, que podemos usar como bandeira, como elemento diferenciador e aglutinador da nação galega, conformando um elemento essencial dum ideário nacionalista galego.

2. O texto está escrito num sistema ortográfico e gramatical coerente e funcional, sem qualquer dos problemas que tem um sistema ortográfico importado do castelhano como é a atual ortografia da RAG, onde «guerra» se escreve com U apesar de não existirem «ge» e «gi» que se grafam «xe» e «xi». É, aliás, um sistema que permite usar as letras latinas do meu teclado, sem necessidade dum alfabeto ogâmico.

3. O texto é lindíssimo, e possui o génio galaico que nos define e identifica, que Pondal imortalizou no poema que hoje é hino galego, pois como diria Steiner, “os idiomas codificam imemoriais reflexos e giros de sentimento, relembranças de atos que transcendem a lembrança individual...". Sentimento, história, etnia, cultura, poesia, paisagem, música, terra.... tudo está presente neste texto, que amais possui a épica heroica dum nacionalismo romântico que pretende emancipar e libertar sua nação em vez de chorar eternamente derrotas passadas, presentes e futuras.

4. O céltico galaico pode-se recuperar para sua função político-emocional ao serviço do nacionalismo, tal como os bascos recuperaram o euskera, os judaicos o hebreu, os escoceses o gaélico, etc. Pode ser ensinado, pode ser objeto dum Plano de Normalização Linguística, pode ser considerada língua regional minoritária e menorizada, milhares de chupópteros podem viver dela, e milhares de afeiçoados podem escrever os seus disparates nela.

Não obstante, aposto a que quase ninguém é capaz de compreender a mensagem que o emissor (escritor do texto) pretende transmitir ao recetor (leitor do texto) carecendo assim da FUNÇÃO ESSENCIAL DE QUALQUER LÍNGUA, que não é outra do que a COMUNICAÇÃO. Sentimentos enxebres e afetivos, carácter identitário, elemento nacionalista, etnicidade, cultura, beleza das regras linguísticas, etc, ficam em segundo plano, totalmente desfocados quando a língua não é capaz de transmitir a mensagem que se quer comunicar.

Não obstante, se eu escrevo...

«Ouvi canções antigas que vêm do seio do tempo. Sei histórias nunca ouvidas, mas não sei as palavras. Toma a terceira harpa e tange as 29 cordas ao coração, coração valente sem sombras nem medo, e toma a verdade nua: Terra e Liberdade!»

...a mensagem do início é compreendida por um número muito amplo de pessoas, é transmitida corretamente, e a língua adquire essa FUNÇÃO ESSENCIAL DE QUALQUER LÍNGUA que é a comunicação. O galego-português permite ainda ter todas essas funções afetivas e políticas da língua, mas sem perder a função essencial.

O céltico antigo pode ser língua litúrgica e ritual, tal como o castelhanismo pretende fazer com o “galenhol” num sistema de «bilinguismo harmónico» onde “galenhol” só têm algumas funções (na casa e na literatura) e para os outros usos está o castelhano. Esse mesmo problema teria o céltico antigo num uso contemporâneo, pois não possui palavras para definir as partes dum motor diesel, que não existia na altura e haveria que tomar empréstimos, tal como faz o “galenhol”, em cujos manuais se ensinam as partes do carro de vacas, mas não dos carros que fabrica a Citröen, para cujos nomes se opta por castelhanismos alheios às normas internas da língua em vez de tomá-los de Portugal ou Brasil, onde se seguem estritamente.

O céltico antigo é uma língua morta, não uma língua funcional. Pode servir como língua litúrgica de colgalho num formulário oficial, para que no 17 de maio escreva nela La Vox de Galicia sua capa, para que qualquer escritor escreva um poema, mas não serve para o dia a dia. Nela não podes escrever um informe médico, nem uma sentença dum tribunal, nem um manual de informática, nem um ensaio sobre economia.

Esse é o problema do “galenhol”, uma focagem como língua incompleta e parcial que precisa ser complementada polo castelhano segundo o uso. Esse é o drama da nossa língua, e a causa que nos levou em apenas 50 anos a passarmos de 80% de monolingues em galego a apenas 5% de crianças monolingues em “galenhol”, aliás fortemente hibridado com o castelhano.

Negar ou desprezar a FUNCIONALIDADE COMUNICATIVA da língua, focando a atenção em valores secundários da mesma é o grande erro do autoanemismo “galenhol” e o grande acerto do extermínio linguístico do nacionalismo espanhol.

O REINTEGRACIONISMO não se importa polo número de falantes, senão polo carácter FUNCIONAL da língua como ferramenta de comunicação em todos os âmbitos, para o qual deve ser uma LÍNGUA PLENA, para o qual precisa do seguinte:

  • Ter oralidade diversa e escrita unificada e coerente para representar todas as falas.

  • Ter diversos registos (vulgar, coloquial, culto, técnico, literário) para poder ser usada em todos os âmbitos.

  • Ter léxico especializado (jurídico, médico, eletrónico, botânico, químico, informático, político, jornalístico, …).

  • Ter uma comunidade o mais ampla possível onde flua a comunicação.

  • Ter dinamismo, com criação literária oral e escrita, e constante evolução.

  • Ter suporte para poder desenvolver a vida quotidiana integramente nela.

  • Ter arraigo social, produto da história e tradição.

Tudo isso é o que oferece o reintegracionismo, uma língua viva e útil. Uma língua morta como um cadáver em formol para ser exibida como bandeira num tanatório espanhol é o que oferece o isolacionismo.

A diferença entre termos um galego isolacionista e um galego reintegrado, ortograficamente está em mudarmos quatro miseráveis letras. Não obstante, desde um ponto de vista concetual e sociolinguístico, a diferença é abismal: língua inútil vs. língua útil, língua sem prestígio vs. língua com prestígio, língua para a política vs. língua para a comunicação, língua excludente vs língua inclusiva. A diferença concetual é fulcral para ganhar a batalha como língua social perante a pressão do castelhano. E disso depende ganharmos utentes neofalantes e neoescreventes nesse 95% de castelhanofalantes nativos que vêm de caminho.

PS: A língua galega está longe de morrer, pois conserva-se plena e vigorosa em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, etc. Não obstante, estão perto de morrerem os galegos que a falam na Galiza. Isto é, morrem os utentes, não a língua. 

Mapa da língua apresentado no livros de texto galegos, antes da chegada do PP ao governo autonómico em 1981

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Catalunha-Valência e Galiza-Portugal....




Por José Manuel Barbosa

Vendo o video que apresentamos, ocorrem-se-nos algumas cousas que indicamos a seguir:


1-Defensores da ideia de galego e portugues serem duas línguas diferentes, há na Galiza. Essa gente está apoiada pelo partido que tem nas suas maos o poder político, mas também pelos que exercem a oposicao e ainda por muitos que se dizem nacionalistas... Em tempos eram muito agressivos... hoje sao muito mais calmos porque nestes últimos 30 anos os reintegracionistas levamos trabalhando muito com paciencia, fazendo-nos perceber apesar da falta de informacao, contra um ensino que deforma, contra a falta de democracia real existente no nosso ambito político... por isso somos mais aceites e por ser a maldade da praxe política linguística do poder muito evidente...


2-Associações "blaveras" como a que nos apresenta o vídeo também há ou parecidas. A diferença entre elas é que "Lo Rat Penat" defende o "valenciano" como língua diferente mas a "GB" defende simplesmente a morte do galego e a supremacia social, legal e política do castelhano.
3-O racismo antigalego também é real em territórios muito vinculados a nós como é a Astúrias. Quando por termos pertencido ao mesmo espaco histórico-político e geo-estratégico deverião e deveríamos sentir um vínculo maior. Nisso nós compararmo-nos-iamos aos catalães. Nós pessoalmente temos vivido situações de desrespeito, de maldade, de acosso e de racismo em Astúrias da mesma forma que muitos catalães sentem em Valência. Por outra parte o sentimento de racismo anti-português também se deixa sentir em determinados elementos da sociedade embora neste caso essa realidade tende a desaparecer. Quando eu era neno ou mesmo adolescente entre certa classe de pessoas a palavra "português" era insultuosa... Hoje essa palavra não se usa embora o galego se aproximar ao português seja um descrédito e um desmerecimento.
4-A fundamental diferença é que a Catalunha tem consciência e conhecimento de que Valência é parte cultural e historicamente política do seu pais.... cousa que Portugal não tem na mesma medida com respeito à Galiza. Catalunha luta por uma Valência próxima mas Portugal não luta por uma Galiza próxima ainda tendo um Estado independente que não exerce a sua independência. Outra cousa é o povo português grande prejudicado pela situação, igual do que o povo galego. O Estado português não merece o grande povo que tem... Outra diferença é que os média catalães apresentam ao povo catalão um conflito real que apresenta um problema existente em Valência com a língua comum a ambos povos duma visão sociolinguística que visa compreender a realidade, com amor, proximidade, perplexidade e com a vontade de que isso não deveria acontecer, mas o tratamento que Portugal (não) faz, não é pedagógica na mesma medida com o mesmo problema na Galiza. A causa pela qual Portugal não age na mesma medida pensamos que é por submissão e medo real de Lisboa a Madrid. Portugal tem a sua independência desde há mais de 800 anos e poderia agir livremente, não faz isso... mas a Catalunha que ainda não conquistou a sua independência age de forma mais livre, independente e mesmo digna do que o Estado Português. Insisto em que outra cousa diferente é certa inteletualidade portuguesa positiva com a Galiza ou o próprio povo português que quando toma contato com a realidade galega desseguida sente a solidariedade e a irmandade obrigada e necessária nestes casos... exceto alguns personagens com deficiências educativas ou inteletuais que também por sentimento de inferioridade gritam "Viva Madrid" ou apoiam infelizmente o iberismo como solução para o seu país.
5-No Reino há um tratamento racista contra os galegos. Para os nacionalistas espanhóis mais conservadores, (não incluo os "gallegos" evidentemente),  os galegos são parvos porque são humildes e trabalhadores mas também faltos de inteligência, defetuosos de raiz, ambíguos, faltos de sinceridade, tontos e submissos... Se os espanhóis são de pensamento político "progressista" ou de "esquerda" também para eles os galegos são parvos por apoiarem um governo tão evidentemente anti-galego e mesmo chegaríamos a partilhar o resto das "qualidades" caraterológicas que se nos atribui. No entanto não conheco semelhante tratamento contra os valencianos. Eles não são parvos para o indivíduo "cañí" de nenhum ponto de vista... apesar de terem o mesmo poder assentado no Pais Valenciano e nas mesmas condições políticas desde há quase o mesmo tempo do que na Galiza, apesar de o povo sofrer as mesmas doenças socio-psicológicas de auto-ódio, de falta de identificação com o seu ser histórico, geo-estratégico, linguístico, cultural e étnico, por não falar da realidade corruta e caciquil do seu poder político apoiado por um eleitorado de inteligência similar e com um mesmo grau irresponsabilidade.

6-Se o assunto é tão similar é que está cozido na mesma cozinha...Onde está essa cozinha? Em Compostela? Na cidade de Valência? Achamos que não. Achamos que está em Madrid... e a gente que sofre este tipo de experimentos psico-sociológicos que visam destruir uma realidade nacional como a galega ou a valenciana são gente mentalmente debil que nem tem consciência, nem quer saber, nem leva o esforço de pensar..



domingo, 1 de setembro de 2013

O auto-ódio, a ignorância e o não saber por onde andamos



Por José Manuel Barbosa


Tinha eu uma aluna em Moinhos, filha dum emigrante galego em Madrid. O pai (nem a mãe) desta nena não ve(m) a necessidade de lhe transmitir(em) à sua filha um valor tão importante para o equilíbrio psicológico da rapariga como é o sentimento de pertença a um grupo humano determinado como é o povo galego, porque o sentimento de arreigo não dá comer...ou pelo menos isso é no que acredita(m). Se a isto acrescentamos que nem nas escolas da Galiza isto se ensina, pois estas estão para deformar, não para formar nem para informar....temos o quadro feito.

  • Donde é o teu pai, minha nena? -Perguntei para ter conhecimento saído das minhas necessidades laborais-.
  • O meu pai trabalha em Madrid -Disse-me ela-.
  • Sim, mas é de Madrid ou está em Madrid? -Insisti-.
  • O meu pai não é de Madrid, mas trabalha em Madrid -tentou evadir-
  • Onde nasceu? -teimei-
  • Nasceu na França 


Eu estava a ver que aquela conversa não me dava a informação requerida, pelo que fiz a pergunta doutro jeito...
  • Como é que se chama o teu pai?
Ela deu-me o nome do seu pai com dous nomes de família galeguíssimos sem qualquer dúvida e respondi:
  • Esse nome que me das não é um nome francês...
A nena tentando evitar informar-me da realidade de o seu pai não ser francês mas duma freguesia determinada do Concelho de Moinhos na Baixa Lima respondeu:
  • Mas ele é francês porque nasceu na Franca...
Finalmente deixei de inquirir e procurei a informação por outra via...

O objeto desta pequena estória, infelizmente real, é salientar a falta de autoestima evidente e tangível na nossa população. Se a isso acrescentamos manifestações públicas nos média do Reino como a de Rosa Díez no seu dia ou o do ex-Presidente castelhano-catalão da Generalitata de Catalunha, José Montilla; se observarmos como estão estendidos os grupos e grupúsculos que defendem a eliminação da nossa língua do nosso Pais; se vemos como um Conselheiro de Cultura dum governo galego solta com total tranquilidade mas também com total impunidade que “a cultura galega limita e é um obstáculo para o desenvolvimento da Galiza”... posso mesmo chegar a perceber que haja alguém tão inocente como uma rapariga de dez anos que diga o acima exposto e mesmo chego a perceber que haja quem mantenha a inclusão no dicionário da RAE do verbete “galego” como sinónimo de “parvo, tonto”...

Se a isto acrescentamos que a nena de hoje há de ser uma mulher de amanhã, teremos a equação que nos permita perceber a razão da existência de entidades associativas como a GB ou pessoal como os seus dirigentes.
Essa é a imagem que o Reino dá de nós e somos nós quem via escolar acertamos a introjetá-la e a acreditar mesmo que isso é assim inquestionavelmente.

Os responsáveis da RAE não vão mudar até que os façamos mudar por obriga e a minha aluna vai mudar se der com um professor que lhe fizer ver que as cousas não são assim. O pior é que não é fácil nem permitido transmitir a uma aluna a informação necessária com total liberdade, cousa que de o tentarmos teria um custo psicológico e laboral importante, pois o ambiente no ensino primário no que esta aluna estava no momento dessa entrevista, está muito enrarecido por haver pessoal mal formado, desinformado (também mal intencionado) e mesmo pessoal que acredita nisso mesmo, fazendo com que a transmissão pedagógica que recebe a nena seja aquilo que ela está a reproduzir comigo.

A aluna manifesta o que lhe ensinam na casa e na escola mas se na casa não se dá mais e na escola se reforça, o assunto torna-se difícil de solucionar. E se algum professorado é bom e conhecedor da fórmula para fazer dessa nena uma pessoa equilibrada psicológica e pessoalmente, com a autoestima necessária para ir pela vida valorizando o seu ser, outro professorado com o que ela conta resulta nefasto, transmissor de todos estes vícios quase medievais e ideologicamente próximo a um poder que legisla desde Madrid ou desde Santiago de Compostela para que o ensino funcione assim. Curiosamente este último tipo de professores sempre têm bastante poder nos centros de ensino, enquanto os primeiros quase nunca estão em postos de decissão e quase sempre acabam tendo problemas. Um que sabe disso algo...

Quem lhes ensinou o facto de que ser galego ou galega é pertencer a um povo cuja história em nada tem a invejar a outros povos poderosos e hegemônicos historicamente? Quem lhe disse que somos pertencentes a uma família de povos atlântica e céltica? Quem lhes contou que a Galiza foi a Califórnia de Roma? O primeiro Reino medieval da Europa? O primeiro Reino independente de Roma ainda existindo esta...Quer dizer, o povo que inaugurou a Idade Média! O que marcou o começo dessa idade histórica... A Galiza marcou a história medieval de Península Ibérica, o primeiro em celebrar umas Cortes parlamentares antecessoras do parlamentarismo democrático europeu, tal como o conhecemos hoje... Segundo a Professora da Universidade de Cambridge Evelyn Stefanos Propter no seu livro “Curia and Cortes in León and Castile 1072-1295”. Foram em 1077 em Tui as primeiras Cortes da Europa, mas se nos referirmos ao que se transmite no ensino oficial do Reino, de ter sido Leao em 1088 também seria válida a afirmação, porque Leao naquela altura era a capital do Gallaeciense Regnum...
Foi a Galiza, o segundo Reino europeu medieval que levou a cabo uma revolução burguesa, as Revoluções Irmandinhas (1431-33 e 1467-69), muito antes do que a Revolução francesa (1789), antes do que a americana (1776), antes do que a inglesa (1642) e antes do que a holandesa (1568) e posterior as guerras Hussitas em Boêmia (1419); foi a Galiza considerada um dos tres imperios medievais, nomeadamente Bizancio, Sacro Império Romano Germanico e a Galiza; foi a Galiza uma das mais importantes potencias económicas da Idade Média; o primeiro território da Europa livre dos exércitos napoleónicos pelos seus próprios esforcos e sofrimentos, levando a Grande Armée em fugida livre por todo o norte da península até São Marcial da mão so General Freire de Andrade. Os exércitos galegos organizados pelos governo galego (Junta do Reino da Galiza sediada em Lobeira, Baixa Lima) independente de facto durante os anos da ocupação, tiveram de ser freados na perseguição aos franceses porque já chegaram a Gascunha...; Galiza tem a terceira língua da humanidade junto com o ingles e o espanhol e com licenca do mandarim (que nao é exatamente a língua de todos os chineses nem é falada por todos os Han)...
Bernaldo Gonçalves do Vale (Cachamoinha)

Tenha em conta o caro leitor que os povos dominantes sempre destilam racismos, isto tão feio e cruel mas há que dizer que o planeta está chefiado entre outros por povos atlanticos, celtas e germanicos que desprezam e odeiam os mediterraneos pior considerados na Europa, mas eis a contradição e o paradoxo, pois a Espanha mediterrânea despreza e manifesta esse racismo com os povos atlanticos e célticos da península Hespérica (nego-me a denominá-la Ibérica).

Por toda essa história que os galegos temos atrás de Nós deveríamos sentir a autoestima suficiente para nos amarmos como somos e como fomos, com capacidade de podermos ser no futuro algo similar...mas nada disto se ensina nas escolas nem se transmite as nossas criancas. Por isso a minha aluna sente auto-ódio e não quer ser galega.
Podemos procurar as causas desta situação para podermos “curar” o problema. Como é evidente a nossa gentinha do comum tem muitas cousas das que se preocupar e que fazer no seu dia-a-dia para chegar a tão filosóficas conclusões. Esse é o trabalho dos nossos dirigentes políticos que são os que nos guiam e quem nos chefiam. Vamos atrás dos chefes da manada seguindo os nossos comportamentos ancestrais e biológicos mas se os chefes são uma greia de inúteis no melhor dos casos ou uma banda de delinquentes no pior, será melhor que pensemos muito bem o que estamos a fazer escolhendo-os como guias para conseguirmos um futuro promissor.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Obrigado



      Por:  Dts Editores

O DTS, um dos organizadores do evento “Jornadas das Letras Galego-Portuguesas” quer agradecer à Câmara Municipal de Montalegre e à Junta de Freguesía de Pitões das Júnias todas as atenções, o seu carinho e amizade, assim como a difussão das Jornadas.


Agradecemos igualmente ao Padre Fontes a sua hospitalidade, a sua amabilidade e o acolhimento e o calor com o que fomos tratados num jantar de irmandade cálido e inigualável.

Queremos nomear e agradecer especialmente ao Presidente da Junta da Freguesia de Pitões das Júnias António Gregório Azevedo Dias, à Secretária Lúcia Araujo Jorge e ao Tesoureiro António Manuel Cascais Fernandes, a sua ajuda, disposiçaõ e amizade.
 
Um agradecimento especial para os amigos da Taberna Terra Celta e especialmente para a Margarida e a Ana. Desfrutamos imenso com o seu carinho e os seus ricos pratos.


À TV do Barroso representados pelos amigos João Xavier e a Zidélia Pires, à Rádio Montalegre e a todos os meios de Comunicação ali presentes que cobriram a notícia. Ao PGL, à AGLP, ao IGEC, a AELG...,  por difundir a notícia e a todos os que colaboraram na organização do evento... e a todos os assistentes pela sua presença e colaboração.

Aguardamos poder estar novamente todos juntos numa nova edição das Jornadas da Língua (Convívio galego-português) com novos temas e com novas pessoas.

Graças a eles foi tudo um sucesso que nos fazem pensar numa próxima vez.

Obrigado. 




quinta-feira, 26 de abril de 2012

Jornadas das Letras (convívio de irmandade galaico-portuguesa)


Por Carolina Hortsmann

O blogue despertadoteusono.blogspot.com tem a bem organizar para os próximos dias 5 e 6 de maio umas jornadas convívio das letras galego-portuguesas. O programa inclui umas conferências, comidas de irmandade, um recital de poesia e visita a alguns dos lugares mais emblemáticos do Concelho de Montalegre.
Como sabemos o Concelho de Montalegre é um dos mais ativos do ponto de vista cultura de Portugal, limitrofe com a Galiza e amante dela. Lá as opções para a estadia é ampla e os responsáveis da organização informarão adequadamente aos participantes onde é que se pode comer e dormir esse fim de semana que promete interessante.

Deixamos abaixo o programa deixando também muito claro que a informação para tal evento poder ser fornecida nos seguintes contatos:
 
Organização
 
José Manuel Barbosa
(membro do IGEC)
Tlfone: 0034-637-48.47.33
barbosa_gz@hotmail.com

info@despertadoteusono.com

As vagas são limitadas e a inscrição acaba o dia 3 de maio.

https://www.facebook.com/events/419517028059370/
 http://www.cm-montalegre.pt/
 http://www.pitoesdasjunias.com/


O plano seria:
Dia 5 (h
ora portuguesa)

1-Por volta das 12:00 hora portuguesa concentração na casa de Turismo Rural do Padre Fontes em Mourilhe.
2-13:00 Jantar de confraternização e posterior recital de poesia em Mourilhe
3-16:00: Apertura das palestras sobre os "Vinculos entre a tradição celta e a tradição galego-portuguesa" na Sala da Junta da Freguesia de Pitões.
4-16:00 1ª Conferência. António Lourenço Fontes "Monumentos arqueológicos de Vilar de Perdizes e Pitões das Júnias"
5-17:00 2ª Conferência: Fátima Figueiredo "Tradição celta e literatura medieval galaico-portuguesa"
6-18:00 Visita Turística (segundo permita a climatologia)
7-20:00 hora portuguesa ceia-convívio de irmandade (horário adaptado ás necessidades das atividades).

Dia 6
1-10:00: Sala da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias.
2-10:00 2ª Conferência: David Outeiro "Pervivência das divindades celtas na mitologia e hagiografia galegas"
3-11:00: 3ª Conferência: Blanca Garcia Fernandez-Albalat: "A Soberania indo-europeia, celta e galaico-portuguesa: a perduração no folclore."
4-Às 12:00 horas em Pitões das Júnias mesa redonda, debate e conclusões:
5-14:00 Comida de confraternização
6-Completar visita turistica



 

Vagas limitadas

Carxs, bem sabeis que as jornadas são de graça. Não cobramos por assistência mas temos que informar que o jantar do dia 5 de maio ao meio-dia na casa do Padre Fontes em Mourilhe são finalmente 15 Euros.

O jantar (pequeno almoço em Portugal) do dia seguinte pode ser em qualquer dos restaurantes de Pitões (Taberna Terra Celta, Casa do Preto ou o Dom Pedro) ou Montalegre (Tasca Do Açougue Montalegre). Queríamos que fosse um jantar de irmandade para finalizar as jornadas e nos distintos lugares onde se pode comer os preços estão entre os 16 e os 20 Euros. Ali poderemos arranjar preços especiais para grupos como o nosso (que lhe vamos dar vida ao lugar):
Finalmente a ceia do dia 5 poderá ser na Taberna Terra Celta onde há petiscos em geral frios mas também pode haver algo quente. É mais barato do que os restaurantes. Por 5 Euros poderemos cear.


*Pontos de interesse turístico de Pitões:
-A aldeia. Uma das mais bonitas e melhor conservadas de Portugal.
-As ruinas do Mosteiro das Júnias.
-A cascata de Pitões.
-A ermita.
-O Ecomuseu da Casa do Boi.
-O Forno Comunal, no que se coze às manhãs o pão.

Organização: 
 
Matricula: info@despertadoteusono.com
José Manuel Barbosa: 0034-637-47.48.33

barbosa_gz@hotmail.com


Alojamentos e Restaurantes:
http://www.cm-montalegre.pt/showPG.php?Id=119
Contatos:
TASCA DO AÇOUGUE
Terreiro do Açougue
5470 – 250 Montalegre
Telef.: 276511164
 

Para dormir e comer
TABERNA TERRA CELTA 
(Justo enfrente da Sala de Conferências)
tabernaterracelta@portugalmail.pt
+351 960 316 315
+351 917 666 876
+351 916 277 040.

Para dormir e comer
SRª DOS REMÉDIOS 

(Aqui vamos fazer o Jantar Recital)
Mourilhe
5470 – 311 Mourilhe
Telef.: 276510260
www.padrefontes.com
hotel_mourilhe@iol.pt

Para Comer
RESTAURANTE D. PEDRO
Pitões
5470 – 370 Pitões das Júnias
Telef.: 276566288
  
Para dormir e comer
RESIDENCIAL O PRETO
Telef.: 276566158
Pitões das Júnias
5470 – 370 Pitões das Júnias



UPDATE:  
IGEC 
Câmara Municipal de Montalegre 
PGL
AELG
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