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quinta-feira, 31 de março de 2016

Acrescimo à proposta de supressão das Deputações provinciais.


Por José Manuel Barbosa 
A provincialização é uma velha ferida que a Galiza mantém viva desde o 30 de Novembro de 1833, dia em que o velho Reino da Galiza na altura com 1422 anos de História sobre as suas costas deixou de existir. O provincialismo, primeiro movimento galeguista do século XIX, tentou adaptar a legalidade vigente ao quadro político surgido da chegada ao trono da Rainha Isabel II de Bourbon (1), propondo o reconhecimento da Galiza como um território uni-provincial, longe da artificial e artificiosa divisão em quatro absurdas províncias a partir das quais o nome do País ficou banido da nomenclatura administrativa. 
Essas quatro províncias, durante estes últimos 183 anos serviram para manter uma classe dirigente anti-galega, localista, servil a Madrid, agressiva contra os interesses do País e subsumida na corrução, tolerada pelo alto poder político do Estado como pagamento aos serviços emprestados. É o historicamente denominado de "Caciquismo" que o galeguismo político leva criticado desde os inícios.
Nas notícias destes dias e perante a possibilidade e probabilidade de uma mudança política que incluiria uma modificação da legalidade constitucional e com ela uma posta em questão e talvez supressão das Deputações provinciais, organismos de governo das províncias espanholas, pensamos que recolher a velha reivindicação da província única galega como uma possibilidade assuntível pelo galeguismo institucional deste momento, com visos de poder levar-se a cabo se este galeguismo tomar consciência real da sua capacidade para atingir o objetivo. 
Certo que temos muitas dúvidas deste "galeguismo" que nos tem defraudado tanto e que demonstra dia após dia a sua debilidade, tanto ideológica quanto prática e estratégica... mas por propor que não fique.
O possível novo Governo espanhol teria como provável presidente ao Secretário Geral do Partido Socialista que nas negociações destes últimos meses tem pactuado com o grupo político de "Ciudadanos" com quem têm elaborado um documento programático comum com pontos a levar a cabo durante a legislatura no caso de se materializar o apoio do Congresso. O partido político de "Podemos" dentro do qual esta o grupo galego de nome em castelhano "En Marea" (2) é o (sub)grupo galego dentro do parlamento que diz defender interesses galegos, por isso parece-nos oportuno fornecermos informação e propostas que poderiam ir adiante se houver vontade, consciência e o suficiente poder como para influir no do seu grupo parlamentar.
É assim:
Isto foi o que achamos no texto do pacto entre PSOE e C's:
"Supresión de las Diputaciones Provinciales de régimen común y creación de Consejos Provinciales de Alcaldes para la atención al funcionamiento y la prestación de servicios de los municipios de menos de 20.000 habitantes de la provincia respectiva.


O galeguismo que tem representação parlamentar com qualquer capacidade de decisão, quer pela banda do BNG, quer pela banda de "En Marea" ainda poderiam fazer valer a ideia do velho galeguismo de conformar Galiza, enquanto estiver dentro da Espanha, como uma província única. Se isso fosse assim, as deputações provinciais tal como se conhecem hoje ficariam na História e dariam cabo a uma etapa obscura da organização territorial do nosso País. As competências desses "Consejos Proviciales de Alcaldes" saídos deste reforma, finalmente seriam para o Governo Galego da Junta da Galiza. Posteriormente a própria Junta poderia implementar uma divisão territorial interior fazendo cumprir o artigo 40.1 (reconhecimento da Comarca como entidade local com Entidade Jurídica própria) e 40.3 (reconhecimento da Freguesia ou Paróquia Rural com entidade jurídica própria) derrogando a legalidade atual que as proíbe contradizendo o Estatuto da Galiza.
Valorizem se é que merece a pena tomá-lo em conta agora que há vontade de modificar a legalidade vigente por parte dos partidos que vão conformar o novo governo espanhol. Chamo com isso aos responsáveis para que valorizem uma mudança pelo estilo, de importância vital para o País, para evitar o despovoamento da Galiza e para revitalizar o corpo demográfico, geográfico e mesmo económico dum País em perpétua falência desde já há tempo demais.... Ou será que as medidas de (re)construção nacional vão ficar adiadas até que sejamos uma curiosidade historiográfica do futuro?
 * * *
1-  Isabel de Bourbon foi na realidade, a  primeira rainha Isabel da Espanha, Isabel I, portanto, pois Isabel de Trastâmara, conhecida como a Rainha Católica a incorretamente reconhecida como Isabel I da Espanha não era da Espanha, mas de Castela, de Leão, de Granada, de Toledo, de Galiza, de Sevilha,  de Córdova, de Múrcia, de Jaém, dos Algarves, de Algezira, de Gibraltar, das Ilhas de Canárias, Senhora de Biscaia, de Molina. Aliás era Rainha consorte de Aragão, de Sicília, de Valência, de Malhorcas, de Sardenha, de Córsega, Condessa de Barcelona, Duquesa de Atenas e de Neopátria, Condessa do Rossilhão é de Cerdanha, Marquesa de Oristà e de Gociano...é e portanto não podia ser Isabel I da Espanha) 
2-  O nome de "En Marea" está em castelhano mas não temos muito mais a dizer do "Bloque" que também tem o seu nome em castelhano. Na nossa língua seria "Bloco"... U-lo galeguismo linguístico? Já sabemos: não é prioritário nem importante. "Como em Irlanda, como em irlanda...."

domingo, 17 de novembro de 2013

Somos os perdedores?





Por José Manuel Barbosa

O dia anterior a escrever estas linhas, vi o debate sobre o estado da Nação celebrado estes dias passados no parlamento do Hórreo. Como quase sempre nas últimas décadas é tudo muito aborrecido excetuando as intervenções do José Manuel Beiras que são as que lhe dão sabor ao debate. De tudo o que ele falou quereria salientar um ponto que me deu para pensar e consequentemente originou este artigo que estais começando a ler.
O professor Beiras é pessoa com uma importante lucidez mental e com o seu brilho particular deu a conhecer a sua vontade generosa ao manifestar que ele tinha escolhido o bando dos perdedores (Vídeo aqui). Evidentemente isso não pode sair duma pessoa débil. Quem é capaz de se pôr da parte dos perdedores tem de ser pessoa de carater poderoso, generoso e estar bem disposto a recebê-las dos média, sempre prontos a vilipendiar todo aquilo que vá contra o stablishment originado desde os 80 quando se criou a Galiza autonómica -auto-anémica que diria ele próprio-. Outros personagens políticos preferiram a segurança do poder porque necessitam ocultar as suas carências e misérias humanas, tanto inteletuais, quanto políticas ou morais, debaixo da asa protetora da grandíssima besta das sete cabeças que é o que representa esse poderoso construto estatal despótico qual leviatã devorador de tudo aquilo que se lhe puser por diante, onde levamos submersos muito mais tempo do que seria desejável por qualquer pessoa conhecedora e amante do Nosso País.
Mapa da Corrupção do PP
A hipocrisia, a bastardia, os complexos, a corrução e a malícia ficam ao descoberto sempre nas figuras de quem nos têm governado os últimos quase trinta anos -embora nestes últimos tempos com mais baixeza do que nunca-, com personagens de nova geração que nunca acreditaram em si próprios, nem no povo galego, mas ocultando essa mediocridade, acrescentada no facto de se refugiarem nas siglas falsamente populares dum poder sem princípios nobres. Por essa pratica desleal dos políticos que nos regem hoje e pelo abuso ao que estamos submetidos por parte dessa grei de políticos descastados, o professor Beiras identificou-nos aos galegos com os perdedores.... mas isso chegou-me ao fundo. Perdedores, talvez, porque não estamos numa situação de libertação mas tudo o contrário...
Para o galeguismo oficial os obstáculos a vencer são dous: o sistema e o nacionalismo espanhol. A resposta desse galeguismo oficial ou institucional é a oposição visceral contra estes dous elementos como se fossem um só. Lógico, se esse galeguismo se tem definido como “nacionalismo de esquerdas”, mas duvido da sua lógica se de efetividade e de eficácia estamos a falar.
Desde os anos 60, o galeguismo tem sido um nacionalismo de barricada, de resistência, nunca um movimento com vocaçao de poder. Isso tem feito com que os partidos políticos com certo sucesso nestes últimos trinta anos -a maior parte deles integrados no BNG durante os anos 80, 90 e durante algo mais de uma década do século XXI-, tenham sido mal tratados e mal considerados desde todos os médios de comunicação, discriminados, manipulados e até abusados legalmente porque esses dous inimigos -sistema e nacionalismo espanhol-, aliados entre si têm colaborado estreitamente fazendo impossível botar abaixo tal construto. A sociedade galega tem ido de cara à desnacionalização nestas últimas três décadas muito mais rapidamente do que nos anos de Franco e de forma mais eficaz do que nos chamados Séculos Obscuros. A aliança anti-galega -sistema e nacionalismo espanhol- têm-se apresentado como invulnerável e invencível com um PP no poder como o PRI em México, intratável e burlador, corruto e totalmente desleal. Aliás, o PSOE, partido nada vinculado com os interesses do País (contrariamente ao seu homólogo catalão o PSC) age como colaborador do PP e obstaculizador do nacionalismo, com pouca ânsia de governar quando lhe corresponder e favorecendo o fora de jogo dos seus inevitáveis aliados de governo nacionalistas. O BNG em minoria e desempoderado foi sempre objeto de maltrato político e legal, evidenciando uma falta de eficácia importante a respeito da necessária construção nacional tão necessitada pelo Nosso País. Só duas ligeiras esperanças foram as que nos fizeram abrir os olhos estas últimas décadas: a última foi quando o Bloco chegou a ser segunda força política, pronto a governar e a primeira quando aquela histórica Coligação Galega chegou prometendo nacionalismo e governabilidade homologando-se assim aos sempre eficazes PNV basco e CiU catalão.
Ambas as esperanças morreram. A última por má gestão do Bloco e a segunda por uma muito boa gestão caciquil do PP comprando a vontade e a adesão dos daquelas nomeados “coagas” mais facilmente subornáveis. A gente digna da C.G. ficou no partido, mas fora do parlamento e sem qualquer hipótese de recuperarem os assentos do Hórreo.
Entretanto a Catalunha e o País Basco caminhavam de cara a sua construção nacional com a força suficiente como para pôr em apuros Madrid até o ponto de chegarmos ao momento no que estamos hoje, falando de independências e de criação de novos Estados livres na Europa fora do poder madrileno. Mas a isso chegou-se porque o nacionalismo catalão não se confrontou com o sistema ou pelo menos porque não mesclou a luta anti-sistema com a luta de construção nacional. A prioridade foi a reivindicação do direito a decidir em favor da construção nacional e não o confronto com um sistema, quer dizer, optaram pela luta política contra o inimigo mais assumptível: o poder madrileno. Confrontar dous poderosos inimigos ao mesmo tempo não ajudou nunca nada.
As circunstâncias criadas por trinta anos de cousas bem feitas ajudam na reivindicação da autodeterminação. Por outra parte se o povo catalão conseguir a sua soberania estaria em condições de atender ao outro problema, o sistémico, organizando-se conjuntamente com outros povos livres para botar-lhe à mão ao pescoço a uma situação mundial que se manifesta “anti-pessoas”. Botar abaixo um sistema dentro do próprio país desde a condição de nação sem Estado não é viável nem possível, ainda que se atenda essa necessidade... A falta de soberania impossibilita mudar as estruturas interiores porque sempre há um poder acima, o do Estado Central, que corta toda iniciativa. Sim é viável, em troca, modificar as próprias estruturas quando o País é soberano e mesmo pode colaborar com outros países soberanos desde os movimentos sociais para trocar um capitalismo neo-feudal por uma forma mais humana de nos organizarmos.
Na Galiza ainda não se tem visualizado claramente que há dous inimigos e aliás duas frentes com diferentes prioridades. O mais imediato problema que obstaculiza o nosso desenvolvimento é o poder madrileno e é por isso que não podemos permitir-nos que o Estado se alie com o sistema... ou dito de outro jeito: o galeguismo deve abrir as portas de imediato a uma opção política que não seja anti-sistema com o objetivo mais imediato de inutilizar a agressão menos difícil de neutralizar. O leque partidário deve estar completo. A esquerda nacionalista já existe e mesmo com um certo sucesso comparado com outras forças nacionalistas de esquerda de outras nações sem Estado. Falta no parlamento galego a versão denominada de centro-direita. As contradições do regime nacionalitário espanhol são bastante menos difíceis de pôr em evidência do que pensamos se os esforços se fizerem tanto desde a banda esquerda como desde a banda direita.
Numa situação partidária coxa na que todo o esforço dos galeguistas se exprime desde um posicionamento estritamente de esquerda não faz possível a saída da situação na que estamos e desde a que recebemos golpes por todos os lados. Não estamos defendidos com este nacionalismo que ataca sempre pela mesma banda, a banda que está melhor defendida pelo oponente. No entanto, com todas as opções presentes, o jogo partidário é mais ágil, mais fácil, as maiorias absolutas do PP mais difíceis, o progresso da sociedade galega mais viável, a desgaleguização da sociedade por parte das forças políticas não-galeguistas mais difícil e a democracia mais real. De continuarem as cousas tal qual são hoje é fácil que deixem de ser uns imperialistas fracassados mais tarde ou mais cedo. Isso sabia-o muito bem Manuel Fraga que muito inteligentemente foi contra a Coligação Galega no seu dia. Ele sabia que era desde esses posicionamentos políticos donde poderia vir uma situação similar ou parecida à que está a acontecer em Catalunha porque o sistema poderia aceitar uma Galiza livre dentro do sistema mas não se permitiria nunca uma Galiza governada por marxistas.
O nacionalismo dos últimos trinta anos leva sido pouco prático, quer porque o galeguismo de centro-direita não soube manter-se, quer porque o de esquerdas não permitiu que nascesse nada à sua direita com muito pouca visão “de Estado”. O BNG pôde ter favorecido forças à sua direita e mesmo teria sido bom para ele mas isso não o viram os seus dirigentes obcecados nos seus posicionamentos estreitos. Um nacionalismo com mais dum 20% do voto não solucionou nem vai solucionar nunca nada. Sim solucionaria, todavia, junto com uma representação dum 20 ou um 30% doutro partido como pôde ter sido C.G. Se essa possibilidade fosse favorecida desde um BNG aberto e mais imparcialmente galeguista, a desgaleguização linguística, social, económica, cultural e política não teria sido possível e a ordenação e governação do Reino teria sido outra, podendo ter sido capazes entre todos duma transformação do espaço político estatal no que nos mexemos na direção dum Estado Plurinacional como o é Suíça ou Bélgica. Essa situação de controlo do poder central não teria favorecido maiorias absolutas abusadoras e teria facilitado em troca, coligações em governos plurais onde todos pudéssemos caber inviabilizando indesejáveis neo-franquismos como o atual. Se essa visão histórica tivesse sido similar ou parecida à que estamos a desenhar aqui dum ponto de vista teórico por ter sido viabilizada no seu dia por um nacionalismo com pensamento “de Estado”, provavelmente hoje estaríamos num contexto político no que nada teríamos de invejar de Catalunha e portanto não estaria o Professor Beiras lembrando-nos a sua dolorosa e generosa escolha em favor dos perdedores. Perde-se porque as estratégias são as erradas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A vontade reintegradora dos clássicos





Por José Manuel Barbosa


O facto de reintegrar a língua dos galegos manifestava-se como uma urgente necessidade entre a maioria dos clássicos galeguistas por motivos de utilidade prática e dignidade, isto é arrancar a nossa língua das garras depredadoras dos políticos de Madrid de vinculação castelhanista; outras vezes é um desejo de unificação do nosso território quebrado, passando-se do linguístico ao político e falando inclusivamente de temas tão à moda hoje como a incorporação do Berzo e outros territórios ao território originário.

 

"Eu entendo que os nazonalistas galegos temos que chegar axiña a maor unificación posible sin mágoa do enxebre, entre o noso idioma i o portugués. Así o portugués lerase en Galizia doadamente acabando coa vergoña de que se nos ofreza polo intermedio do castelán o seu xenio."
 
António Vilar Ponte

Pensamento e Sementeira

Op. Cit. Pag. 257





"...no hay palabra netamente portuguesa que no sea netamente gallega y viceversa y que cuando en el portugués suena a extraño, para nosotros resulta extranjerismo o exótismo colonial. Quea opso facto trazado el camino que conduce a la anhelada unificación de las dos ramas de idéntico idioma"
 
António Vilar Ponte.

Pensamento e Sementeira

Op.Cit 152



“Pela gravitación inevitábel dum pasado grorioso, por desbordantes semellanzas que non son casi que sempre ao estudialas identitás, pola contextura interna que non acerta a diferenciarse sinón pola acentuación do matiz, e, porque anque no nos entendamos nas verbas, comprenderíamonos sempre escoitando o próprio peito n’haberá quem teña a potestade d’impedir que por cima de  todas as fronteiras s’abracen a língoa galega e a língua portuguesa”



Manuel Portela Valladares

En col da Língua Galega

Revista Nós 1-Marzo-1923



“Os galegos non aspiramos a confundir politicamente a Nosa Terra co Portugal rexido dende Lisboa (...). Pero dentro de Portugal quedounos a mitade da nosa Terra, do nosso espírito, da nosa língoa, da nosa cultura, da nosa vida, do nosso ser nacional”.



Afonso Daniel R. Castelão.

Sempre en Galiza

Pag 343



“A potencia era galega; a impotencia provén da desintegración galaico-portuguesa”



A.Daniel R. Castelão

Sempre en Galiza

Pág. 336



“ Calquer día afundese a inxenieiria política e os portugueses e galegos volvemos a falar e cantar no mesmo idioma; pero tamén se podem restaurar fronteiras que foron demoidas...”



Castelão

Sempre en Galiza

Pág. 335



“...pero ainda é doado creer que, pol-as mudanzas do mundo, se restaure a unidade galega, se non na sua integridade da província romana ou no reino suevo, pol-o menos na do periódo cultural eu na esfera da crítica literária se vem a chamar “galaico-portuguésa”.



Castelão

Sempre en Galiza

Pág. 227



“O território galego sigue dividido politicamente pol-a fronteira que separa a Portugal da Hespaña...”



Castelão

Sempre en Galiza

Pág 225



“As tres nacionalidades –Cataluña, Euzkadi e Galiza- están tronzadas por fronteiras políticas, que dificultan a restauración da sua unidade, e soio por un feito iolento sobre de Franza e Portugal, ou por mudanzas de lindeiro (...) lograrian xuntarse os anacos dislocados das tres nacionalidades”



Castelão
Sempre en Galiza 
Pag.223



“A terra galega é, ao mesmo tempo unha entidade étnica pero de dificultosa reconstrucción política, porque a fronteira portuguesa róubanos a esperanza de anovar en breve a comunidade nacional dos tempos suevos e visigóticos –com todo é doado esperar que o Bierzo e demais comarcas limítrofes de Ourense e Lugo se incorporen ao seo da sua nación natural; e o tempo –gran curandeiro dos erros hestóricos- posibilite a reconstrucción total da nosa unidade. Non se pode creer que o río Miño, vello pai de Galiza –representado na franxa azul da nosa bandeira- siga sendo un lindeiro perdurable de dous Estados”



Castelão

Sempre en Galiza

Pag. 44-45



OUTROS EXEMPLOS DE REINTEGRACIONISMO



A defesa do reintegracionismo tem como sustento, para além do seu argumentário filosófico-linguístico, outro que tem a ver com os exemplos anteriores. Na época dos clássicos botava-se mão do exemplo neerlandês, quer dizer, do reintegracionismo entre o flamengo e o holandês do qual também botou mão o nosso lembrado e saudoso Professor Ricardo Carvalho Calero. A dia de hoje na Europa podemos constatar mais exemplos, como é o caso do moldavo-romeno, do norueguês-dinamarquês, do albanês-cosovar, etc...

Eis o que diziam no século XX os galeguistas:



“...y su unificación (do galego e do português) es tan fácil, sinó más que la realizada por flamencos y holandeses en el idioma común, que sólo se diferenciaba en la ortografia y en algunos giros prosódicos”



António Vilar Ponte

Pensamento e Sementeira

Pag. 346



“Os flamengos usaban unha ortografia diferente da  d’os holandeses, as suas línguas se4ran entre si tan semellantes como o galego e o portugués. Un día chegou en que os partidarios do idioma flamenco tiveron que abandonar a sua ortografia e admitir a holandesa para fazer mais eficaz a sua fala.

(...) Cato mais tempo pase mais difícil será facelo pois a ortografia irase arraigando coa gran riqueza de produción literaria galega”.



Johan Vicente Viqueira
Pol-a Reforma ortográfica
A Nosa Terra. Nº 43. Pág. 1



O ISOLACIONISMO NAQUELA ALTURA



O chamado isolacionismo também existia nos começos do galeguismo nacionalista; não é novo hoje. No que se diferenciam os de aquela época dos de hoje, para além da ortografia que eles empregam e ainda empregam hoje, é na filosofia de fundo. Aqueles isolacionistas dos anos vinte e trinta, conseqüentes com o seu galeguismo, não eram seguidistas das normas do castelhano. Eles escreviam com uma ortografia fonética que poderia ser válida para a nossa língua se esta fosse uma ilha no mundo das línguas, como é o basco, por exemplo, mas hoje escrevem com a ortografia que Viqueira denomina de “Vulgar”.



Os mesmos autores isolacionistas se decatam que a ortografia empregada hoje nos documentos oficiais é a do castelhano. Isso leva-nos a podermos definir esse isolacionismo de inconseqüente ou mesmo seguidista do castelhano perante o qual se submete. O pior do assunto é que nesta altura histórica não quer nem se ocultar para quem tem olhos na cara, obscurecendo-se com um argumentário capaz de convencer à gente menos preparada do ponto de vista linguístico contando mesmo com o poder de estar presente no ensino e nos média.



“Por desgracia a ortografia portuguesa non é nada recomendabre. Como se be, a ortografia portuguesa esta moi lonxe de merecere os onores da adoucêóm polos gallegos”
 Aurelio Ribalta
A Nossa Terra nº 93
Pág 2



“Dixen en no número 93 de ANT qe a ortografia portuguesa non e centifica nin sistemática  e qe por ende, non bal a pena d´imitala.



Esta proposición miña leba impricita esta outra: fai falla crerare unha ortografia gallega. A esto tendia eu; a qe se fagan estudios serios para creala, pra que sallamos dunha bez da rebolta morea de pedantes qe nos afoga”.


Aurelio Ribalta
A Nosa Terra Nº 96

Pag 3


“E perciso pensar en un-a ortografia galega. Estamos nun periódo de rreboluzión, enke kada un eskirbe a sua maneira e iso nin pode segir, si se llá dar forza o noso idioma ¿Ken se mete adeprender un-a lingua ke pola sua anarkia ortografika bolbe parbo o ke a eskirbe?
Ortografia fonétika.
Xosé Palazios
A Nosa terra nº 100 Pág 2




Contrariamente a isto, os que poderíamos chamar reintegracionistas (e estou empregando uma terminologia atualizada) que são maior número, argumentam em favor da unificação galego-portuguesa que isolar-se é morrer e é não viver no mundo.

“Teño unha razon fundamental contra a ortografia fonética: Admitindoa apartaria-mo-nos do mundo lingüístico inteiro. !E isolar-se é morrer! Sobre todo isolariamo-nos do portugues. O galego non sendo unha língua irmá do portugués senon un portugués, unha forma do portugues (como o andaluz do castelán), ten-se que escribir pois como portugués. Vivir no seu seo é vivir no mundo; !é vivir sendo nos mesmos!Escribindo c´a nosa ortografia etimológica (admitida po-la nosa Academia) escribimos cuase como en portugués.

 Po-a reforma ortográfica
Johan Vicente Viqueira

A Nosa Terra Nº 102 Pag 2



Veja-se que a Real Academia Galega admitia a Ortografia etimilogica, cousa que nom fai hoje; veja-se assin mesmo que Viqueira utiliza o traço em palavras como “isolariamo-nos” “isolar-se”, etc.



“A ortografia etimológica debe se-la nosa. Nos é preciso estudala. ¿Como?. Aprendendo a escribir en portugués”.




Da renascenza linguística
J. V. Viqueira

A Nosa Terra Nº 77 Pag 5



“Prencipalmente no que se refire a ortografia foetica, con ista ortografia ninguan estranxeiro poderá traducire as cousas galegas”.


Iglesia Roma.
A Nosa Terra Nº 94

Pag 3



“A ortografia galega de hoxe é a ortografia castelán aplicada por corrución á nosa língua. Teria, pois de se modificare”.




Florencio Vaamonde.
A Nosa Terra Nº 94 Pag 3



“E derradeiramente temos forzosamente que reformar a ortografia. Unha delas é a fonética: ésta ten o inconveñente de que en Galicia hay moitas fonéticas, algunhas ainda descoñecidas, e que nos ailla do resto do mundo, sobre todo, do portugués, pois nen este nen ningunha outra lingua escribese hoje foneticamente. Deixando a un lado ésta, temos ainda duas ortografias: a vulgar, usada por Rosalia de Castro, Curros, Carvajal e hoje usualmente, e a academica ou etimológica, admitida sabiamente pol-a Academia Galega, emprega por Pondal e en gêral, pol-os eruditos.



Nosos problemas educativos.

J.V. Viqueira

A Nosa Terra. Nº 62 pag 4



 DIFICULTADE DO GALEGO CORRECTO



Os isolacionistas dizem contra a versão reintegrada da nossa língua que é dificultosa, pois muito diferente da utilizada pelos média, pelo ensino e pelos documentos oficiais.



A isto atualmente responde-lhe-íamos dizendo...



1º) Outros povos utilizam a norma própia da sua língua sem decalques nem submissões embora tenha existido um idioma mais poderoso como língua A durante muitos séculos. (Catalunha, Euzkadi, Irlanda, etc)



2º) A utilização da norma castelhanista em galego é síntoma do submissão línguistica e de aceitação duma diglóssia que marca uma tendência substitutiva.



3º) Nenhuma norma é difícil se esta se aprender convenientemente. Não são mais inteligentes os nenos irlandeses, bascos ou catalães do que os galegos por apreenderem líinguas e normas diferentes do inglês ou do castelhano.



Poremos o exemplo do ocitano. A maior parte da gente nesse país, não estuda ocitano mas francês. Ali têm o francês como língua de poder e o idioma pátrio está na categoria já de “patois”. Se uma pessoa do povo quer escrever a palavra que em occitano significa “Cão” não escreveria como corresponde à sua língua, mas com à francesa, isto é: “Tchou” que lhe há de parecer mais viável, do que “Chu” que seria o correcto. Em qualquer caso essa palavra pronunciar-se-ia (t∫ W).



Isto já se discutia entre os clássicos galeguistas.



“Mais esta ortografia é dificil ja que o galego non se ensina na escola”.



Pol-a reforma ortográfica

Johan V. Viqueira

A Nosa Terra. Nº 102 pag 2



“Certo, non podemos d´un golpe introducir unha ortografia â que non estamos habituados. Pol-o momento debemos aceptar a ortografia erudita, etimológica, o que será un gran paso.



Mais conseguido esto, precisamos continuar a nosa obra e camiñar pra a total unificación da ortografia galega e potuguesa. Asin introduciremos a NH pol-a Ñ, a LH pol-a LL e outras modificacions que o leitor poda adiviñar fácilmente. Fara-se isto primeiramente n`as publicacións eruditas, científicas, depois, n´os populares”.



Pol-a reforma ortografia

Johan V. Viqueira

A Nosa Terra. Nº 43

Pag 1




A MODO DE CONCLUSSOM



Há que salientar que todos os autores que escrevem as citas expostas neste trabalho não são lingüístas, mas afirmam umas cousas às que se chega não o sendo precisamente. Chega com ter os ouvidos salutáveis. Os lingüístas por outra parte também chegaram à mesma conclussão mas dando a argumentação válida que o tema precisa e confirmando a intuição de todos os nossos grandes personagens.



O facto de os nossos galeguistas utilizarem a versão castelhanizada explica-se por estarem eles alfabetizados na língua oficial do Estado por uma parte, por não terem conhecimentos científicos de língua e por um  salientável interesse pedagógico ao saberem que se utilizarem a norma válida não poderiam ser facilmente acessíveis ao povo que os lê. De qualquer forma, vê-se também que os mais cultos e eruditos como é o caso de Viqueira, chegam a  aproximar-se mais do que outros ao desejado por eles próprios,  muito adiantados para aquela época, empregando G, J, e X de forma etimológica e até escreve com Ç.



“Nom pode supôr canto ll`agradezco a sua atención, agás do meu persoal sentimento de gratitude, tamém, pol-o qu´eu admiro a sua produçom poética...”



Borrador da carta de Viqueira a Teixeira de Pascoães agradecendo-lhe o envio de livros por meio de Cebreiro.

             

Depois da morte de Viqueira publica-se o seguinte texto...





“Johan Viqueira, Noso Grande Morto”



“Paresce como si a Galiza tivera a mala fada de perder seus filhos melhores. No pequeno cimiterio de Ouces, nas doces e tenras marinhas de Betanzos, repousa ja para sempre endejamais o gran poeta Johan Viqueira, cando a sua vida escomenzaba a florire. (...)



Revista Ronsel. Pag 14

Do Nº 2 do Mês de Junho de

1924

 Está muito presente entre o comum adia de hoje e também naquela altura de que o elemento que marca a diferença básica entre galego e português é a ortografia. Segundo nos tem comunicado muitas vezes o nosso prezado lexicógrafo galego Isaac Alonso Estraviz, o 95% das formas léxicas galegas são comuns e ainda outras não registadas até agora em qualquer dicionário português são formas dialectais ou formas populares existentes em Portugal. Algumas são por exemplo a segunda forma do artigo, comparativo com ”mais ca”, S final nos perfeitos de indicativo, formas em CA envez de QUA, etc... o que não é motivo para considerar como diferentes línguas falas ao Norte e ao Sul do Minho.



Há autores que falam de língua galega e de língua portuguesa e poderia parecer desde o ponto de vista atual que ao falarmos assim poderíamos considerá-las línguas diferentes; o que acontece é que nos anos do surgimento do galeguismo, as ciências da linguagem não tinham muito claro o conceito de língua e por outro, a pouca ou nula preparação lingüística dos nossos galeguistas que empregam a sua terminologia de forma inexata muitas vezes.



Vemos portanto que quando houve a necessidade de aplicar um mínimo trabalho científico surgiu o reintegracionismo na praxe. Quer dizer, acabou-se por levar à realidade escrita uma teoria que vinha de muito atrás. O que não é lógico e talvez também não seja ético é que gente que se auto-proclamam como científicos da língua façam uma norma como a ensinada hoje nos centros de estudo, a usada nos média e a utilizada nos centros administrativos. Só o explicaríamos por vinculações políticas espúreas e por necessidade de defender os seus postos de trabalho em origem. A dia de hoje, a inercia dos acontecimento e o peso de quase trinta anos de insistência faz mais amplo este leque e mesmo acreditamos na bondade de muitas pessoas que têm fe no que lhes ensinam, as suas ocupações não se encaminham para assuntos linguísticos e não têm porque entrarem nos assuntos muito ocultos e nada publicitados dos assuntos da língua.

             

Os anti-galegos (já não anti-galeguistas) quereriam que não existisse uma língua que os galegos pudessem ter como fruto do seu génio e se por qualquer circunstáncia tivessem tolerá-lo, prefeririam descafeiná-lo quanto mais melhor. O resultado é o que temos temos. Algo que se pode vender aos galegos como un producto light que não põe em perigo a hegemonia do castelhano e impõe-nos a nós a máxima da divisão.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Há muita fome no mundo.

Por José Manuel Barbosa
Uma rapariga adolescente fez-me um comentário de sobremesa o outro dia num jantar: “Não haverá cousas mais importantes nas que empregar esforços e dinheiro do que fazê-lo pelo galego? Há gente que passa fome no mundo!!
A rapariga, adolescente lúcida e inteligente tapou a minha boca com uma manifestação rotunda e categórica para além de verídica e real perante a minha paixão galeguizadora acrescentada com uns quantos anos de compromisso linguístico. A sua lógica feita com a visão realista das cousas duma nena de 16 anos que começa a ver o mundo tal qual é trouxe-me à realidade.
A sua ideia simples mas impecável levou-me a cavilar toda a tarde e não pôde mais do que dar-lhe a razão finalmente. Pensei que países como Uganda ou Tanzânia, Zimbabué ou Namíbia têm prioridades mais importantes do que desterrarem o inglês dos seus territórios para fazerem das suas múltiplas línguas nativas instrumentos de cultura, comunicação ou criação literária.
É assim como neste caso o inglês se faz a língua mais poderosa do planeta; porque os pobres orçamentos desses países não vão destinados para a normalização do swahili ou o hotentote mas para erradicar a fome, vacinar as populações contra enfermidades que não conhecemos na Europa pelas nossas condições higiénicas e de salubridade ou ensinar a ler às crianças para elas poderem ver um futuro de maior qualidade de vida nos seus países.
Já o dizia Jordi Pujol a respeito do catalão: “O catalão custa dinheiro”. Tinha razão o velho dirigente catalão, como razão tem a rapariga, mas evidentemente Catalunha não é Uganda e a fome como mal social endémico não existe, como também podemos dizer que o seu sistema de saúde é dos melhores da Europa que é como dizer que está entre os melhores do mundo.
 Catalunha pode portanto permitir-se o luxo de investir na sua língua milhões de Euros e fazer com que o catalão seja uma língua de cultura, arte, comunicação e seja aliás elemento gerador de riqueza material ao existir com isso a possibilidade de que haja um mercado linguístico que crie e agilize o movimento económico e enriqueça os catalães.
Por outra parte o Reino da Espanha ingressa aproximadamente um 15% do seu P.I.B. graças ao castelhano por ser esta a língua oficial de 22 países do mundo e um total de mais de 400 milhões de utentes. A política linguística da Espanha a respeito do espanhol é por isso geradora de riqueza material fazendo da língua de Cervantes uma das mais prósperas do mundo do ponto de vista criativo, cultural, artístico e literário mercê a um mercado amplo que lhe dá umas possibilidades importantes a respeito doutras línguas de países com mais poder político e económico.
No que diz respeito da Galiza podemos dizer com total tranquilidade que também não somos Namíbia; também não passamos fomes, nem andaços embora não sejamos tão desenvolvidos como a Catalunha, pois vivemos numa conjuntura económica europeia que nos faz ricos com referência ao contexto mundial embora pobres dentro do contexto europeu.
Para além de todo isto a Galiza tem uma política linguística que pelo menos na teoria -e digo na teoria, porque é isso o que se diz, não entro no que se faz- vai destinada para fazer do galego essa língua de cultura, arte e comunicação que sonharam os nossos grandes galeguistas e que não só fosse usada por razões de voluntarismo patriótico ou fervor nacionalista mas também por gerar riqueza material com o qual a nossa gente se sentisse achegada a ela por algo mais do que por sentimentalismo neo-romântico.
Mas também Galiza não ingressa o 15% do seu P.I.B. pela sua língua, mais bem neste caso tem um índice negativo. A Junta da Galiza perde dinheiro por causa do galego de tal jeito que se as nossas instituições deixassem de investir na língua -ou quiçá fosse melhor dito contra ela- o nosso P.I.B. subiria 2 ou 3 pontos. Essa situação dá asas e argumentos a pequenos coletivos kukuxklánicos que se organizam para atacarem o galego, reivindicarem o direito de ignorá-lo e agirem para que este desapareça do nosso país. Hábil política linguística que não mata mas dá para que morra.
Curiosamente, ou por acaso, o galego é reconhecido por linguistas, filólogos e cientistas como uma das três variantes do sistema linguístico galego-português (galego, português lusitano e brasileiro), falado por quase 320 milhões de pessoas por todo o mundo e os cinco continentes; é oficial em 10 países, co-oficial desde o 2007 na antiga Guiné-Equatorial espanhola, segunda língua de Uruguai e oficial lá desde 2008; segunda língua latina em número de utentes depois do espanhol, por acima do francês, do alemám e do italiano em extensão territorial e humana; terceira língua europeia depois do inglês e do espanhol, quinta do mundo depois do chinês, hindi, inglês e espanhol; língua oficial da ONU, da EU, Mercosul, Unidade Africana... Com um futuro importante por ser o Brasil uma nova potência emergente que faz da CPLP uma organização lusófona atrativa para países, mesmo anglo-saxônicos como a Austrália, que quer entrar nela quebrando com ideias quase racistas surgidas no carpeto-vetonismo histórico no que vivemos.
Com uma política linguística acertada e focada não só para a sua sobrevivência mas também para o seu florescimento, com um bom tratamento filológico e linguístico, adaptando a norma a esta realidade científica, política e geoestratégica tão favorável quiçá não chegaríamos a ingressar o 15% do P.I.B., (ou sim?) mas sim o 8% ou o 10% ou o 6%... com o qual a nossa língua geraria riqueza material para além da cultural.
E digo eu: Não haverá cousas mais importantes nas que empregar esforços e dinheiro que em eliminar a nossa língua? Em vez de gerar gastos e perdas por causa dum modelo de normalização que mata e inutiliza a língua dos galegos, fornecendo de argumentos a pequenos grupos muito ideologizados e ultras que trabalham para bani-lo da Galiza, não seria melhor fazermos da língua um autêntico setor económico com um mercado prospero que lhe desse o prestígio que teve em épocas medievais? Porque queremos um galego pequeninho e de aldeia em vez de um grande, internacional e concorrente com as grandes línguas do mundo? Não estamos para deitarmos a casa pola janela. Há muita fome no mundo!!!

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