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quarta-feira, 19 de abril de 2017

VI Jornadas galaico-portuguesas de Pitões das Júnias





Sábado 13 de Maio
1º Painel: Apresenta Maria Dovigo

  • 10:00: Presentação
  • 10:30: Iria-Friné Ribera: Celtismo: O Amanhecer da estética moderna galega
  • 11:30: Joam Evans: Ogham: apontamentos sobre uma escrita galaica 
  • 12:30 : Francesco Benozzo: Apresentação do livro “Speaking Australopithecus. A new theory on the origins of the human languages” (Francesco Benozzo & Marcel Otte)
  • 13:30: Comida


2º Painel: Apresenta Maria Dovigo


  • 16:30: Joaquim António de Jesus Palma Pinto: “Ética Espiritual Celta: valores intemporais para tempos atuais”
  • 17:30: Mesa redonda: "A utilidade socio-económica do Celtismo na Galiza e no Norte de Portugal“
  • 20:00: Música: Francesco Benozzo."Uma viagem atlântica. Música desde as fronteiras célticas" (voz, harpa céltica e harpa bárdica)
  • 22:00: Churrascada popular


Domingo 14 de Maio


  • 10:00: Visita à aldeia desabitada de Juris (Castro habitado até a bem entrada a Idade Média) e ao Carvalhal de Porto da Laja (Antigo nemetão céltico).
  • 13:00: Clausura
  • 14:00: Comida de Irmandade

    Participantes:
    Sra. Doutora Maria Dovigo, Academia Galega da Língua Portuguesa
    Sra. Dra. Íria-Friné Rivera, Universidade da Corunha
    Sr. Dr. Joám Evans, Academia Galega da Língua Portuguesa
    Prof. Doutor Francesco Benozzo, Universidade de Bolonha / Candidato a Prémio Nobel
    Sr. Doutor Joaquim Palma Pinto, Centro de Estudos de Filosofia (UCP) / ATDL


    Aqui podem fazer reservas para comidas e dormidas nas Jornadas
    http://www.casadopreto.com/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Entrevista ao Professor Higino Martins



Equipa do DTS: José Goris e José Manuel Barbosa

O Professor Higino Martins Esteves esteve connosco entre o 5 e o 21 de outubro de 2015 apresentando o seu livro "Etimologias escuras ou esconsas".


Tivemos a oportunidade de partilhar com ele estes dias de atendimento à sua pessoa e aproveitamos para fazermos-lhe uma entrevista para o DTS.
A entrevista foi feita, como sempre, com a colaboração técnica do nosso amigo e colaborador José Goris. Eis o nosso trabalho:




Outras obras do professor Martins:











sexta-feira, 17 de abril de 2015

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitões das Júnias.


Programa (Hora portuguesa. Uma hora mais na Galiza)

Dia 30 de maio. Sábado

10:00: Abertura das IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitões
  • Lúcia Jorge. Presidente da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
  • Orlando Alves. Presidente da Câmara Municipal de Montalegre
  • José Manuel Barbosa. Desperta do teu sono.
  • Maria Dovigo (AGLP: Academia Galega da Língua Portuguesa)
10:30: 1º Painel. Moderador: José Manuel Barbosa: Desperta do teu sono.
  • 10:30: Mónica O'Reilly: "Myth and identity: Leabhar Gabhála Éireann: Construction and de-construction of irish, Galician and Portuguese Gaelic narrative" (Tradução simultânea: João Paredes).
  • 11:30: João Paredes: "Sobrevivências da antiga religião galaica e concomitâncias na Europa atlântica".
  • 12:30: Marcial Tenreiro: "Mito, realidade e território; Para uma etno-árqueologia jurídica na céltica peninsular".
13:30: Almoço


16:00: 2º Painel. Moderadora: Kátia Pereira representante do Polo Eco-Museu do Barroso-Pitões das Júnias
  • 16:00: Filme: "Cemraiost'abram" de Mónica Baptista.
  • 17:00: Rafael Quintia, João Bieites e José Manuel Barbosa: Apresentação das Atas das Jornadas das Letras galego-portuguesas dos anos passados.
18:00: Livre

Dia 31 de maio. Domingo.



10:00: 3º Painel. Moderador: David Teixeira Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montalegre.
  • 10:00: Maria Dovigo: "Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia galega contemporânea: As elegias de Joana Torres".
  • 11:00: Hugo da Nóbrega: "Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia".
  • 12:00: Conclusões e propostas em comum.
13:00: Almoço.

16:00: Visita turística por Pitões das Júnias
  • Visita ao Mosteiro de Pitões das Júnias
  • Visita à Cascata
  • Visita ao Eco-Museu onde se vai expor a panóplia guerreira dos soldados galaicos por parte do grupo Oinaikos Brakaron.
 
Colaboram:  
AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa)
Associação Pró-AGLP
Câmara Municipal de Montalegre 
Junta da Freguesia de Pitões das Júnias 
AGAL: (Portal galego da Língua) e AGAL (Associação Galega da Língua) 
SAGA: http://www.antropoloxiagalega.org/
IDG: https://durvate.wordpress.com/
Polo Eco-Museu do Barroso: 
Oinaikos Brakaron:
Gaiteiros de Pitões das Júnias:

Link da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias:
http://jf-pitoesdasjunias.org
Link do Concelho de Montalegre:
 http://www.cm-montalegre.pt/

sábado, 15 de novembro de 2014

Magusto Celta em Pitões das Júnias


Programa para o dia 22 de Novembro:

 Evento em facebook

12:00-13:00: Batismo celto-galaico. 
Recuperação de nomes celto-galaicos e entrega de fitas da sorte (uma fita anual com cores diferentes).

13:00: Almoço livre.


16:00: Concentração no Largo do Eiró para assistir ao pregão do Magusto.


16:30: Desfile pela aldeia trajados com mandis e capas de burel.


17:00: Despedida do verão.


18:00: Magusto convívio no Largo do Eiró com animação dos gaiteiros de Pitões.


terça-feira, 22 de abril de 2014

III Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões

Autoria: Paco Boluda e José Goris.


Pela Equipa do DTS

E com esta já sao três as ediçoes das Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias.

Dia 30 de Maio Sexta-feira (Hora portuguesa)
20:00: Receção dos participantes nas Jornadas na casa de Turismo Rural do Padre Fontes em Mourilhe e atuação do Bruxo Queimam e o Padre Fontes.
21:00: Ceia na Casa Rural do Padre Fontes em Mourilhe (ceia 18 Euros)
23:00: Deslocamento dos palestrantes a Pitões

Dia 31 de Maio Sábado (hora portuguesa)
10:00: Apresentação das Jornadas
10:15: João Paredes: “A utilidade do celtismo. Celticidade galaica no S. XXI”
11:15: Rafa Quintia e Miguel Losada: “Celtismo, construção cultural e identidade”
12:15: Perguntas, questões e debate.
12:45: Descanso e café
13:00: Oinaikos Kallaikoi
14:00: Comida popular na Praça da Junta da Freguesia (música)
16:30: Oinaikos Kallaikoi
18:30: Maria Dovigo: “O conto de Santo Amaro, desde a procura da ilha paradisíaca à diáspora dos galegos de Lisboa”
19:30: Debate, perguntas e questões
20:00: Descanso, café e visita por Pitões.
20:30: Folião celto-galaico.
21:00: Atuação do Bruxo Queimam
21:30: Folião celto-galaico.
21:45: Ceia livre por Pitões

Dia 1 de Junho Domingo (hora portuguesa)

10:00: Abertura da sessão
10:15: Alberte Alonso: As pedra-fitas, observadores astronómicos.

11:15: André Pena Granha: Constituição política celta das galaicas trebas e toudos. Etno-arqueologia institucional.
12:15: Pedro Teixeira da Mota: “As fontes matriciais de Portugal”
13:15: Debate, perguntas e questões
13:45: Encerramento
14:00: Almoço no Dom Pedro.

A GENTE PODE VIR LIVREMENTE ÀS JORNADAS. NÃO HÁ QUE PAGAR MATRÍCULA, SÓ HÁ QUE PAGAR A CEIA NA CASA DO PADRE FONTES O DIA 30 DE MAIO ÀS 21:00 HORAS.
NÃO É OBRIGATÓRIO ASSISTIR A ELA PARA PARTICIPAR NAS JORNADAS MAS QUEM QUISER VIR DEVE CONFIRMAR PARA OS COZINHEIROS PODEREM MEDIR AS QUANTIDADES E A GENTE ASSEGURAR UM LUGAR ENTRE OS COMENSAIS.

-CEIA:
-Atuação do Bruxo Queimam às 20:30 aproximadamente.

EMENTA:

-Entradas: azeitonas, presunto, chouriço e fios de bacalhau
-Prato principal: Carne assada, salada de alface, arroz, verduras cozidas e ovos cozidos
-Sobremesas: Torradas e frutas
-Bebidas

Preço: 18 Euros a ceia.

AS COMIDAS E AS DORMIDAS DIÁRIAS EM PITÕES DAS JÚNIAS PARA OS ASSISTENTES, AQUI NESTE LINK::
http://www.pitoesdasjunias.com/alojamento-e-produtos.html
http://www.casadopreto.com/
http://anaerusso.wix.com/sabores-de-pitoes/site#!__site
https://www.facebook.com/restaurantedompedro.pitoes
http://ww7.abrigosdepitoes.com/
http://www.casacampoferreira.blogspot.com.es/
https://www.facebook.com/pages/αβ-COMPOTAS-DO-MOSTEIRO/145993235459469

Link da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias:
http://www.pitoesdasjunias.com/

Link do Concelho de Montalegre:
 http://www.cm-montalegre.pt/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DA LÍNGUA: Antes do Latim


 Por José Manuel Barbosa

Dedico este artigo à boa gentinha de Pitões das Júnias e à gente do Barroso

Parece ser que o território galaico-lusitano anterior à conquista romana estava ocupado por diferentes povos de raiz indo-europeia e de fala provavelmente proto-celta.

Se repararmos na configuração étnica desses territórios teríamos de norte para sul os seguintes: os povos ártabros (Martins, Higino 2008) ou posteriormente chamados pelos romanos de galaicos lucences que ocupariam a atual Galiza norte (províncias da Corunha, Lugo e norte de Ponte Vedra); os povos gróvios (Martins, Higino 2008) ou galaicos bracarenses (atuais províncias galegas de Ourense e sul de Ponte Vedra junto com todo o norte de Portugal até o Douro); e os povos asturos (atuais Astúrias, Leão, a Zamora do norte do Douro e a parte oriental de Trás-os-Montes).

Ao sul do Douro habitariam os lusitanos até o Tejo incluindo no seu espaço territorial a Estremadura espanhola atual ao norte desse rio. Para sul um conjunto de povos de nome genérico célticos por todo o Alentejo e ficando para o extremo Sul os cônios ou cinetes no Algarve de estirpe celta segundo os autores clássicos.

Segundo os estudos recentes baseados nos achados litográficos de Lamas de Moledo (Évora), Cabeço das Fráguas (A Guarda) e Arroyo del Puerco (Cáceres), a língua falada pelos lusitanos mas também pelos galaicos incluindo neles os asturos e provavelmente também os cântabros, tendo como fronteira oriental com os vascons o rio Asón, era uma língua com capacidade para poder ser compreendida e reconstruída a partir das línguas célticas modernas por linguistas e arqueólogos.

O espaço que poderia ocupar haveria que reconstruí-lo a partir, não só pela localização destas inscrições conhecidas, mas também pela onomástica, a toponímia e a teonímia. Corresponder-se-ia com os velhos conventos romanos da Scallabientense, Asturicense, a Bracarense, a Lucense e parte da Emeritense, bem como parte da atual Cantábria.

Essa parte norte-ocidental da península falaria o que os cientístas denominaram com o nome de lusitano ou como diz Ulrich Schmoll (Schmoll 1959) galaico-lusitano por serem a Gallaecia romana e a Lusitânia originária (entendida como o berço do povo lusitano, não da província romana) a sua zona.

As provas que falam da existência deste galaico-lusitano estão nesses achados litográficos de época imperial romana, cuja época ajustamos e deduzimos por estarem escritos com a ortografia latina.
 
 São os exemplos dos textos litográficos os seguintes:

- Texto de Lamas de Moledo

rufinus et tiro scripserunt: veaminicori doenti angom lamatigom crougeai magareaigoi petranioi radom porgom ioveat caeliobrigo

Este texto datado já em época romana (no século I d.C.) com introdução em latim viria significar o seguinte segundo a tradução de André Pena Granha, arqueólogo e historiador galego:

Rufino e Tiro escreveram: Os Veaminicori (cojunto de jovens solteiros em idade militar) dão um anho lamático (de Lamas de Moledo) para o altar de Petranio (o oficiante), um grosso porco para o Júpiter do Castro de Caelio.

Segundo Higino Martins (2008:87) Veamini Cori ou Wegamenoi korioi significaria “os que viajam em carros”, quer dizer, “os chefes”, ou “senhores”.

- Texto da Pedra de Cabeço das Fráguas:

 oilam trebopala indi porcom laebo commaiam iccona loiminna oilam usseam trebarune indi taurom ifadem(...) reve tre(barune)

Texto também de finais do Império com latinismos como porcom (com p- inicial aparentemente não céltico) e redigido na pedra para um ritual de tipo suovetaurília com o fim de proteger a Treba (território político sob a influência do povo que oferece o ritual). A tradução que o professor André Pena Granha fez a finais do século passado apoiando-se noutras línguas célticas vem sendo a seguinte. 

...uma ovelha para trebopala (protetora da Treba) e um porco para Laebo (divindade feminina), uma égua para a luminosa Iccona (deusa dos cavalos), uma ovelha dum ano para trebarune (a deusa protetora do País) e um touro dum ano para Reva, senhora da Treba.

 A dia de hoje o professor Pena Granha defende que este texto é uma forma de latim baixo-imperial. Uma forma de castrapo celtico-latino.

- Texto de Arroyo del Puerco ou Arroyo de la Luz (Cáceres)

ambatus scripsi carlae praisom secias erba muitie as arimo praeso ndo singeieto ini ava indi veam indi vedagarom teucaecom indi nurim indi udevecom rurseaico ampilva indi loemina indi enu petanim indi arimom sintamom indi teucom sintamo...

isaiccid rueti puppid carlae enetom indi na(.) (...)ce iom.m

Interpretação de Witczak-Wozniak:

“(Eu), Ambatus escrevo: Em Carla, o pacto de amizade ou de reciprocidade por um (parente) que deve ser enviado (ali), que seja contraído (jurado) sem participação de avó e mulheres de irmãos e noivas de filhos e dona da casa (quer dizer, esposa do chefe da família) e sem (participação de) Rursenco Ampilua e servidão, e sem (participação de) Petanim, e (sem) o maior dignatário, e (sem) o filho maior...”

Possíveis interpretações de Blanca María Prosper da linha final que é conhecida como Texto de Arroyo de la Luz III:

“Deste jeito fica dito o que em Carla (está) estabelecido e não (??)...”
“Por aqui fica o que corresponde ao término de Carla...”
“Aqui limita/começa o que está incluído em Carla...”
....................

Ao sul do Tejo dos diferentes povos de filiação céltica segundo os clássicos mas com importante influência tartéssica e fenícia pouco sabemos, mas quiçá não nos sejam de muito interesse por não serem a base, nem as suas línguas, o substrato da futura língua galego-portuguesa.

A língua galaico-lusitana poderia ser identificada como uma língua celta ou proto-celta como nos comenta Armada Pita (1999:260-263) mais ainda nos fornece a ideia de ser a partir do conhecimento das línguas celtas que pode ser possível a tradução dos textos conservados. A compreensão dos mesmos reafirma o parentesco entre esta língua da que estamos a falar com o celta antigo.

A identificação como língua celta é discutida, no entanto, por alguns autores argumentando que algumas palavras possuem um /p/ inicial inexistente neste grupo de línguas, tanto nas atuais como nas antigas.

Mas é o professor valenciano Xaverio Ballester (1998:65-82) da Universidade de Valência quem nos diz:

"O problema na realidade não é a presença linguisticamente incorreta do /p/, mas, dir-se-ia, a posição geograficamente incorreta do lusitano. Se essa mesma documentação que possuímos para o lusitano aparecesse, por exemplo nalguma zona próxima aos Alpes, previsivelmente a linguística indo-europeia tradicional consideraria tal documentação uma testemunha da primeira pola separada da árvore céltica, dessa fase ainda com /p/ que por ser língua indo-europeia, reconstruímos como célticas."

O parentesco com o celta comum parece maior do que se aguardava, portanto.

Diz-nos ainda a professora Fdez-Albalat (1996:39):

"Segundo a minha opinião, estamos perante uma rama celta possivelmente anterior à divisão entre goidels e britons ou bem uma terceira rama de tipo arcaico"

Atendendo para o trabalho de Robert Omnès (1998:247-268) professor da Universidade de Brest, o galego-português tem uns importantes elementos substráticos celtas que determinariam a nossa língua como um “patois” celto-latino. Alguns (e só alguns) desses elementos seriam os seguintes:

1-     Léxico (ver o apêndice n.º 1 da Gramática elemental del gallego común de Carvalho Calero)

2-     Semântica:
  • Preferência pelo verbo ser em vez de ter em frases possessivas do tipo:
O jardim é meu (galego-português)
Y mae gardd gennuf i (galês)
  • Uso da forma levantar (sevel em bretão) com o sentido de “construir”
Levantei uma casa (galego-português)
Sevel eun ti (bretão)
Por exemplo em francês seria construir une maison ou no espanhol construir una casa

3-     Fonética e Fonologia
  • O /k/ implosivo devém num iode ante /t/ explosivo como em irlandês
noctem>noite; octo>oito
  • Em galego-português os ditongos descendentes são os mais numerosos, o que se explica pelo modelo silábico céltico
  • Evolução dos grupos cl-, pl-, fl- iniciais: clamare>chamar; plorare>chorar; flagrare>cheirar
  • A metafonia que Rafael Lapesa (1991:44) identifica como celta:
tenebat>tinha                         Mestr (sg.)/Mistri (pl.): “mestre” em bretão
molinum>moinho                     Bran/Brini: “corvo” em bretão

4-     Morfossintaxe
  • A repartição dos géneros: os nomes das árvores som femininas em galego-português e em bretão
  • O cal, o labor, o nariz, o sal, o mel, o leite, o sangue, o cume... como em bretão (por exemplo em outras línguas latinas como o espanhol são palavras femininas)
  • A mesma forma pode ser utilizada pelo adjectivo qualificativo e o advérbio tanto em bretão como em galego-português
Henned a labour mad (bretão). Traduc: Ele trabalha bem
Tem bem anos (galego-português)
  • O durativo no infinitivo:
Estou a trabalhar (galego-português)
Rydw i’n gweithio (galês)
Emaonn o labourad (bretão)
Taim a(g) dul Traduc: Estou a ir (irlandês)
O galego-português é a única língua romance que partilha esta característica com as línguas célticas
  • Perguntas e respostas: em galego-português as respostas não são “sim” ou “não”. Exemplo em gaélico escocês:
- Rapaz, tens fome?            - Ydy’r bwyd yn barod? Traduc: Está o jantar pronto?
         - Tenho!                              - Ydy! (Está!)
  • etc

Conectando, portanto com a Teoria da Continuidade Paleolítica formulada pelos professores M. Alinei e F. Benozzo, o galaico-lusitano viria ser a língua da qual derivariam as outras línguas célticas e o ocidente da Península Ibérica o seu berço.

Para o professor Higino Martins Estêvez, em entrevista concedida ao Portal Galego da Língua em 13 de Dezembro de 2008 com motivo da apresentação do seu livro As Tribos Calaicas. Proto-História da Galiza à Luz dos Dados Linguísticos, a velha língua céltica da Galiza pôde ter ressistido viva até aproximadamente o ano 1000 momento no que começou o seu declínio real. Também no-lo diz neste seu livro (2008:151) quando falando de Ogrobe onde nos comenta:

OKOBRIXS “Castro da Ponta” pode nascer antes ou trás a conquista (romana), pois a língua céltica subsistiu, sem registos fora da toponímia, em todo o primeiro milénio cristão.

Ainda o nosso professor diz no seu livro quando fala da etimologia do antropónimo Urraca (2008:529):

 b) os montanheses iletrados da cornija cantábrica ainda falavam céltico. Somente ficarom rastos toponímicos (só se escrevia latim); o que não era latim era invisível, mesmos os romances. Da Orracas de reis surge a língua estar viva nos sécs. IX e X
c) O Reino de Leão (sequela da Gallaecia para os cristãos e muçulmanos) era âmbito rude e iletrado. Os montanheses que só falavam céltico –arcaico e próximo do gaélico- nessa língua residual chamavam Esposa por excelência à do rei. Até o século XII só era dado a rainhas por casamento. Então aparecem desse nome duas rainhas per se. Petronila-Orraca é dúbia: ementam a mudança de nome e a seguir o matrimónio com o conde de Barcelona. A castelhana, rainha de 1109 a 1126, a meu ver já demonstraria a opacidade: em céltico chamariam *RIGANI, não *WRAKKA”
d) não se vê diferença entre cântabro e calaico: a voz é compartilhada pela cornija cantábrica (369)

e diz a pé de página:

369 Nem entre calaico e lusitano, cf. Promontorium Artabrum (Plinio IV 113), Cabo da Roca. Norte da foz do Tejo

e continua na página 543:

Os anos 944 e 1097 notam justo o ponto final do sistema linguístico céltico na cornija cantábrica.

Acrescenta na sua entrevista que mesmo em algumas regiões do nosso país, nomeadamente os Ancares pudo ter durado mais quatro ou cinco séculos. A sua conclusão vem dada pola etimologia dum nome de família exclusivo dos Ancares, como é Deiros o qual só pode ser interpretado apartir dum nome céltico testemunhado na Irlanda.

Para reconfigurar e aproximar os limites desta língua galaico-lusitana da qual estamos a falar são de grande ajuda os mapas elaborados pela professora Fdez-Albalat (1990:422-427) e a opinião de Rosa Brañas (1995:211-253) e o próprio Higino Martins, pelo que também, a partir dessa informação, quisemos elaborar um mapa, o número 5, desde a nossa modéstia que poderemos achar no Atlas Histórico da Galiza na página 18.

Roma entra na Kalláikia:


No século II antes de Cristo o imperialismo romano no seu afã de alargar o domínio sobre a península toma contacto com os lusitanos. São momentos de sofrimentos e guerras nos que os povos do norte do Douro participam como se com eles fosse, razão que nos faz pensar na unidade étnica galaico-lusitana que Roma quebrou por razões políticas para o seu projeto imperial.

Decimus Junius Brutus, entre o 139 e o 137 a.C. passa-se para a ribeira direita do Douro após uma feroz batalha, como nos conta Casimiro Torres, na que morrem segundo fontes romanas mais de 60.000 soldados galaicos, fazendo que o rio se tinja de vermelho.

São os habitantes da foz do Douro, os Kaláikoi, os que lutam contra os romanos e os que a partir de agora vam dar o nome a todo o país ao norte do rio que eles chamam “Dwórios” ou “das Portas” ou “das Portelas” segundo nos traduz o linguista e celtista galego-argentino Higino Martins Esteves (2008:17).

Brutus chega até o Minho (rio “do Tesouro” ou “da Riqueza”), segundo Martins Esteves (2008:337) levando a guerra aos povos marinheiros do atual norte de Portugal, mas é sobre a sexta década do século I a.C. quando Caesar, Julius Caesar, chega por mar desde a Gália à costa galaica até Brigântia tentando submeter de forma definitiva os Kalláikoi.

Isto não vai ser fácil nem possível até que o seu sucessor Augusto desenvolva as guerras cântabras e acabe, embora não definitivamente, com o problema que lhe ocasionavam os povos do norte da península.

É no 22 d.C. segundo o professor Pedro López Barja, num trabalho feito num livro coordenado por Sanchez Palencia e Julio Mangas (2000:36) quando no monte Medúlio os galegos após intenso assédio morrem envenenados pela sua própria acção de ingerirem seiva do teixo antes de se deixarem capturar pola escravatura que Roma lhes tinha reservada.

No desenvolvimento dessas guerras chamadas Cântabras as últimas batalhas pela conquista do território do Noroeste têm lugar nas montanhas mais afastadas e mais inacessíveis. Ao tempo que se produz o desastre do Medúlio, e quase paralelamente, os astures são também vencidos pelo Império no Mons Víndius situado no cordal Cantâbrico fazendo com que finalmente a totalidade da península se passe ao domínio romano constituindo uma nova província dirigida diretamente pelo imperador Augusto com o nome de “Transduriana”, como nos diz o autor acima citado, Pedro López Barja. Esta província integrava os novos territórios conquistados e habitados por cântabros, astures, lucenses e bracarenses. Segundo ele, essa província duraria desde o 22 a.C. aproximadamente até o 13 a.C. momento no que desapareceria integrada provavelmente dentro da Lusitânia (2000:31-45).



Bibliografia:

Geral:

Armada Pita, X-L. (1999). Unha revisión historiográfica do celtismo galego. In “Os Celtas da Europa Atlántica. Actas do I Congresso galego sobre a cultura celta”. Ferrol. Agosto. 1997. Ed. Concello de Ferrol.
Almanaque Abril, 20a (1994) e 21a (1995) edições. Editora Abril, São Paulo, Brasil.

Azevedo Filho, Leodegário A. (1983), História da Literatura Portuguesa - Volume I: A Poesia dos Trovadores Galego-Portugueses. Edições Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, Brasil

Ballester, Xaverio: Sobre el origen de las lenguas indoeuropeas prerromanas de la Península Ibérica. Revista “Arse”, 32/3 (1998/9), pp. 65-82. Conferencia pronunciada o 23/03/99 durante as XIV Jornadas de la Sociedad Española de Estudios clásicos (Valencia 22-27-III-1999) com o nome de “La Filología clásica prerromana en España: pasado, presente, futuro”

Brañas, Rosa. (1995). Indíxenas e Romanos na Galicia céltica. Ed. Libreria Follas Novas.

Carvalho Calero, R. (1983). Da Fala e da Escrita. Ourense. Galiza Editora. Ourense

Carvalho Calero, R. (1974). “Gramática elemental del gallego común”. Galaxia. Vigo.

Calvet, Louis-Jean (1999). Pour une écologie des langues du monde. Paris: Plon


Coseriu, Eugenio: El gallego en la historia y en la actualidad. Actas do II Congresso Internacional da Língua Galego-portuguesa na Galiza. AGAL. Compostela. 1987.

Cuesta, Pilar V. e Mendes da Luz, Maria A. (1971), Gramática da Língua Portuguesa, pp. 119-154. Colecção Lexis, Edições 70, Lisboa, Portugal. 

Cunha, Celso e Cintra, Luís F. Lindley (1985), Nova Gramática do Português Contemporâneo, cap. 2, pp. 9-14. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, Brasil

Culbert, Sidney S. (1987), The principal languages of the World, em The World Almanac and Book of Facts - 1987, p. 216. Pharos Books, New York, EUA

Dobarro Paz; XM, Freixeiro Mato, X.R.; Martínez Pereiro, C.P.; Salinas Portugal, F.: Literatura galego-portuguesa medieval. Via Láctea ed. Compostela. 1987

Ethnologue, Languages of the World. 13ª edição, 1999 http://www.ethnologue.com/

Garcia Fernandez-Albalat, Blanca. (1990). Guerra y Religión en la Gallaecia y la Lusitania antiguas. Sada-Crunha. Edicións do Castro.

Garrido; C e Riera C: Manual de Galego Científico. Ed. AGAL. Crunha. 2000.

Gonzalez Lopez, Emilio (1978): “ Grandeza e decadencia do reino de Galicia” E. Galaxia. Vigo.

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Lapesa, Rafael. (1991): “Historia de la lengua española”. Madrid. Ed. Gredos. Biblioteca Románica Hispánica. 9ª Ed. Corrigida e acrescentada

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NOTA: A FIGURA DO GUERREIRO GALAICO QUE APARECE NESTE ARTIGO É DA AUTORIA DE CARLOS ALFONSO FEITA COM MOTIVO DA ASSESSORIA QUE O PROFESSOR ANDRÉ PENA GRANHA FEZ NA GRAVAÇÃO DO FILME "GALLAICUS".

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Entrevista à Professora Doutora Blanca Garcia Fernández-Albalat

Equipa do DTS
Câmara: José Goris 
Apresentaçao: José Manuel Barbosa

Os passados 6 e 7 de Maio tivemos o prazer e a honra de organizarmos umas Jornadas da Língua Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias às que levamos três pessoas que consideramos importantes no que diz respeito do celtismo. Uma dela, Fátima Figueiredo falou sobre o relacionamento existente entre as Cantigas Medievais e a tradição celta, o segundo foi David Outeiro, colaborador deste nosso blogue no que falou sobre hagiografia e o vínculo entre as divindades celtas e os atuais santos cristãos e finalmente a Professora Blanca Garcia Fernández-Albalat com o trabalho que levava por título: "A Soberania indoeuropeia, celta e galaico-portuguesa: a perduração no folclore."
Professora Fernández-Albalat, uma das mais importantes celtólogas da Galiza de hoje (juntamente com o Professor André Pena Granha com quem gostaríamos contar em próximas edições) nasceu na Crunha e é Doutora em História, especialista em Arqueologia, Pré-história e Antropologia Cultural . A sua tese de licenciatura foi feita em 1983 na Universidade de Santiago de Compostela onde fez estudos e levava o título de: "El culto a las divinidades de las Aguas en la Gallaecia Antigua" momento em que começou as suas investigações do mundo religioso e sociedade celto-galaica e da área lusitana de época pré-romana.
O Título de Doctora en Historia foi conseguido pela tese: "Las divinidades de la guerra y su vinculación con las comunidades indígenas en el  área galaico-lusitana feito igualmente na Faculdade de Geografia e História da USC (Departamento de Historia I: Prehistoria, Arqueología, Historia Antigua y Paleografía) (España) em Abril de 1989 com uma qualificação Apto cum Laude por unanimidade.(máxima puntuación). Nesta susa tese de doutoramente esta baseada na investigação sobre o comportamente dos grupos de guerreiros do Oeste peninsular em época pré-romana e romana procurando as semelhanças e paralelismos com as comunidades irlandesas e celtas em particular. De igual maneira a relação com determinados deuses da guerra tipicamente celtas.
Em 2005 e 2006 validou o seu doutoramento em Pré-história e História da Antiguidade para exercer profissionalmente em Portugal pela Universidade do Minho, em Braga e a equiparação com grau de Doutora na especialidade de Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.




Grande trabalhadora no âmbigo científico com trabalhos de investigação como os seguintes:
 
 1. "Sociedad y categorías sociales en la Galicia Antigua" O nacimento dunha nación: Sociedade e Categorías sociais na historia de Galiza, editado por el diario A Nosa Terra, en la colección A nosa Historia, nº. 6, Enero 1995, pp.: 10-18
        
2. "Las divinidades indígenas de la Hispania Prerromana. En pos de una metodología", Trabalhos de Antropología e Etnología da Sociedade Portuguesa de Antropología e Etnología, Porto 1985 , Vol. 25, fasc. 2-4, pp. 275-283.
 
3. "La diosa Erbina, la soberanía guerrera femenina y los límites entre los igaeditanos y los vetones",  Revista Conimbriga, XXXII-XXXIII (1993-1994), pp 383-401.

 E os livros publicados:

1. Guerra y Religión en la Gallaecia y Lusitania Antiguas, Ediciós do Castro, Sada, A Coruña 1990.

2. Las rutas sagradas de Galicia: perduración de la religión celta de la Galicia Antigua en el Folclore actual. Diputación Provincial de A Coruña. 1999.

3. Religión celta y religión Galaica  Tomo I. Aspectos teóricos, Diputación Provincial de La Coruña (en prensa).

3b. Religión celta y religión Galaica. Tomo II: Epigrafía votiva de Gallaecia. (textos y aparato gráfico), Diputación Provincial de La Coruña (en prensa)

4. Espacio sagrado y simbolismo celta. Del Leabhar Gabhála a Galicia. Editorial Brigantia, Betanzos, A Coruña (en prensa).

Trabalhou igualmente em alguns livros coletivos como são:

1. "Las llamadas divinidades de las aguas" en J.C.BERMEJO BARRERA : Mitología y Mitos de la Hispania Prerromana 2, Madrid 1985 pp. 141-192  (=Cap. V ).

2. "El hecho religioso en la Galicia Céltica", en O feito relixioso na historia de Galicia, Santiago 1993. Asociación Galega de Historiadores, pp. 27-58.

3. "Ritos funerarios en la Galicia Céltica" en A Cidade e o Mundo: romanización e cambio social. Publicación de los cursos de Verano de la Universidad de Vigo (Xinzo de Limia, Julio 1995). Concello de Xinzo de Limia 1996. pp. 69-79.

4. "Religión y sociedad en el mundo castreño gallego", en A Cultura Castrexa a debate, Actas de los cursos de Verano de la Universidad de Vigo (Tuy, Julio 1995). Coord. de José Manuel Hidalgo Cuñarro; Instituto de Estudos Tudenses 1996.pp. 141-156.

5. "La religión de los castrexos", en Las religiones en la Historia de la Galicia, Semata: Publicación de Ciencias Humanas y Sociales de la Universidad de Santiago de Compostela; 1996. Vol. 6-7 pp. 33-91.

6.  “A Coruña Celta” : tres fascículos de  la Historia de La Coruña editada por el diario “La Opinión”- (en prensa).

7.  “El patrimonio como responsabilidad” en A Cultura Light, actas da mesa redonda celebrada na Faculdade de Letras do Porto. Abril 2005.  

8. “La Soberanía Indoeuropea. Perduraciones en el folclore del Noroeste Peninsular”, en Crenças, Religiâo e Poder. Dos individuos as sociabilidades, Porto Ed. Afrontamento, 2008, pp. 327-345.

Participou em vários congressos onde apresentou os seguintes trabalhos:

1.    "Introducción al estudio de la problemática metodológica suscitada por el análisis histórico-religioso de la llamadas divinidades de las aguas", Publicación del Seminario Luso-galaico de Estudos de Arqueología, Historia e Etnología Comemorativos da Vila de Caminha,  Octubre 1984 (Portugal), número especial de la Revista Lucerna, 2ª,serie, Vol II, Porto 1987, p. 245-262.

2. "El culto a las Aguas en la Prehistoria. La pervivencia de un tópico metodológico" I Encontro de Escritores Luso-galaicos, Monçâo - Melgaço, (Portugal) 25/27 Enero 1985.

3. "Un ara votiva a Durius? Valor religioso de los ríos en la Antigüedad", 1er. Congreso Internacional sobre o río Douro. Vila Nova de Gaia (Portugal), Abril-Mayo 1986. Publicado en un nº especial de la Revista "GAIA" (Cámara Municipal de Vila Nova de Gaia, (Portugal) 1995.

4.  "La diosa Nabia. Nueva interpretación", I Congreso Peninsular de Historia Antigua. Santiago de Compostela, Julio 1986- (editado por G. Pereira Menaut en Santiago de Compostela 1988) Vol II pp. 249-263.

5. "La religión Prerromana de la Beira Baixa. Una cuestión de método", I Jornadas de Historia Regional do Distrito de Castelo Branco, Castelo Branco Noviembre 1987. (en prensa).

6. "La soberanía femenina céltica y sus huellas de culto en el Oeste peninsular", en  Os Celtas da Europa Atlántica, Actas do I Congreso sobre la Cultura Celta . Ferrol Agosto 1997 - Ferrol 1999. pp. 171-197.

7. "Mitología celta y Folclore Galaico", Os celtas da Europa Atlántica. Actas do 2º Congreso Internacional sobre a Cultura Celta, Ferrol Noviembre 1998. (en prensa).
8.  Coordinadora de “La Historia de A Coruña”, a editar por el periódico “La Opinión”. 

9 “A orixe dos espazos sagros e as particularidades no mundo celta.” Congresso Internacional sobre a Cultura Celta. Narom. Abril 2011.


Participou em Simposia como ponente:

1. "Introducción a la problemática metodológica suscitada por el análisis histórico-religioso de las divinidades de las llamadas divinidades acuáticas", ponencia leída en el VII Centenario da Foral de Caminha. Caminha (Portugal) 24 Julho 1994.

2. "El Culto a las aguas en la Prehistoria", ponencia leída en el I Encontro de Escritores Luso-galaicos. Monçâo-Melgaço, Portugal, Enero 1985.

3. "Un ara votiva a Durius. Valor religioso de los ríos en la antigüedad", comunicación presentada al I Congreso Internacional sobre o río Douro. Vila Nova de Gaia, Portugal, Abril/Mayo 1986.

4. "La diosa Nabia. Nueva interpretación", comunicación presentada al I Congreso Peninsular de Historia Antigua. Santiago de Compostela, Junio 1986.

5. "La religión Prerromana en el noroeste peninsular" en La Galicia Prerromana, Curso de Verano de la UIMP en la Coruña, dirigido por la misma. 23 Julio 1987.

6. "La religión prerromana de la Beira Baixa, una cuestión de método", comunicación presentada en las I Jornadas de Historia Regional de Castelo Branco. Castelo Branco, Portugal, 13-15 Noviembre 1987.

7. "Los druidas y la magia celta", ponencia presentada en el II Simposium Internacional de Antropología, Mitos y Tradiciones: En busca del origen del hombre. Organizado por Procultur. Asociación de Promoción cultural, Madrid 28-29 Noviembre 1987.

8. "Breve notícia de uma nova divindade indígena nas terras das Beiras. O limite entre os Igaeditanos e os vetones", comunicación presentada en el I Coloquio Arqueológico de Viseu. Viseu, Portugal. Abril/Mayo 1988.

 9.  "Los rituales de la muerte en época castreña" ponencia presentada en el Seminario: Ritos e imaginario da morte em Portugal (Idade Media), Organizado por la Faculdade de Ciências Sociais e humanas da  Universidade Nova de Lisboa, 29-20 Junio 1992.

10. "El hecho religioso en la Gallaecia celta", ponencia presentada en la II Semana Galega de Historia: "O Feito relixioso na Historia de Galicia". Organizado por la Asociación Galega de Historiadores. 19 Abril 1993.

11. "O elemento celta na Protohistoria galaica", ponencia presentada en el curso A Cultura castrexa a debate, organizado por la Facultad de Humanidades de Orense. 13 y 14 Abril 1994.

12. "Ritos funerarios en la Galicia celta", ponencia presentada en A cidade e o mundo: Romanización e cambio social. Curso de Verano de la Universidad de Vigo-Concello de Xinzo de Limia. Xinzo de Limia 3-7 Julio 1995.

13. "Religión y Sociedad en la Galicia Castreña", ponencia presentada en A Cultura Castrexa a debate, Curso de Verano de la Universidad de Vigo. Tuy, Julio 1995.

14. "O fenómeno religioso na Galicia Celta: A soberanía femenina". Comunicación presentada al  I Congreso Sobre a Cultura Celta de Galicia, Ferrol Agosto 1997.

15. “Mitología celta y folclore galaico”. Comunicación presentada a Os celtas da Europa Atlántica. II Congreso sobre a Cultura Celta.” Ferrol Noviembre 1988.

16 “Os Celtas en Galicia” Tema de la Mesa Redonda celebrada en el Instituto de Estudios Gallegos Padre Sarmiento con motivo de la Semana de Ciencia y Tecnología y dentro del ciclo “Historia e lenda”.18 Noviembre 2003

17. “El patrimonio como responsabilidad” Mesa Redonda sobre la Cultura Light, Porto, Faculdade de Letras. 22 Abril 2005.

18. La Soberanía Indoeuropea. Perduraciones en el folclore del Noroeste peninsular. Mesa Redonda “Crencas, religiôes e poder. Dos Individuos as sociabilidades, Celebrada na Faculdade de Letras do Porto en Abril de  2006. (ver apartado de publicaciones)

19. “Arqueoloxía Simbólica da Paisaxe” Curso de Verano de la Universidad de Santiago de Compostela. Guitiriz Julio de 2010.

20. “La vestimenta de la heroización y de la guerra en la Cultura Castreña” DRESSID PROJECT (SGB WORKSHOP) Political power and appearance: Luxury and Dress in the Roman Empire ans its provinieses. 7 Noviembre 2010. Facultad de Geografia e História de Valencia.

  Participou igualmente em conferências com os temas seguintes:
  
1.     "Estructura geral das religies indoeuropeias", Faculdade de Letras do Porto, convidada por el Dr. Armando Coelho Ferreira da Silva, asistente de Protohistoria. Febrero 1985.
2.     "As religiôes célticas na Gallaecia", Festival Intercéltico de Porto, Organizado por el Instituto Francés de Porto, 22 Abril 1986.
3.     "Religiôes indoeuropeias: estrutura interna e aplicaçâo ao estudo das religiôes na Lusitania". Faculdade de Letras do Porto, convidada por el Dr. Armando Coelho Ferreira da Silva, asistente de Protohistoria. Julio 1986.
4.     "Poblamiento de Galicia e Hispania: Los indoeuropeos". Facultad de Humanidades de Orense, 12 Mayo 1993.
5.     “La realidad céltica de Galicia, más allá  de la Arqueología", Revista Anual de la Asociación Cultural Hispano-Irlandesa. Madrid.
6.     "La religión céltica en Galicia", organizado por la Asociación de amigos del Museo-Museo Arqueológico de la Coruña. Auditorio Caixa Galicia 20 Mayo 1993.
7.     "El celtismo en Galicia : estado de la cuestión". Sociedad de Amigos de los Museos, La Coruña, 2 de Julio 1999.
8.     “El poblamiento antiguo de La Coruña y el origen celta de su nombre”, Puertas Ártabras Sociedad de Amigos de los Museos, La Coruña. Diciembre de 2000.
9.     “A orixe do espazo sagro no mundo castrexo”. VIII Xornadas Castrexas organizadas por la Consellería de Turismo, Patrimonio Histórico-Artístico e Natural e Medio Rural. Concello de Cambre (A Coruña), Sábado 16 Octubre 2010.
Igualmente ministrou aulas como professora de Cursos de formação e seminários, organizadora de Congressos, Cursos de formação, Projetos de investigação, Direção de investigações, Colaboração com entidades científicas, etc...É Vice-Presidenta da Fundação Associação de Estudos Celtas de Galiza desde a sua constituição, Fundadora e Presidenta da Associação de Investigações Celtas de Galiza e faz parte do IGEC (Instituto Galego de Estudos Celtas) como diretora do Depto. de Cultura Céltica Contemporânea.
Foi igualmente Professora Universitária da USC e Professora da Universidade de Vigo


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